Oscar 2013 – A hora mais escura (Zero Dark Thirty)

Zero Dark Thirty - posterIndicações (#5):

Melhor Filme
Melhor Atriz (Jessica Chastain)
Roteiro Original
Edição
Edição de Som

Por: Amanda Previdelli,

colaborada especial

Kathryn Bigelow volta ao cinema como diretora de mais um filme polêmico sobre as guerras americanas pós-11 de setembro. Depois de “Hurt Locker” (2008), pelo qual ela levou o Oscar de melhor diretora, agora é a vez de “Zero Dark Thirty”, referência a um termo militar para meia noite e meia e que, no Brasil, foi traduzido para “A Hora Mais Escura”.

O longa conta a história dos dez anos de busca por Osama Bin Laden, chefe da rede terrorista Al-Qaeda e responsável pelos ataques de 11 de setembro. O filme, aliás, fecha bem o ciclo, começando com os atentados e finalizando com uma cena de quase 25 minutos (mais ou menos o tempo que de fato a equipe militar levou no ataque à casa de Bin Laden) e a captura do líder terrorista.

A Hora Mais Escura” é um filme de guerra e, justamente por isso, vale a pena notar a importância da figura feminina nele. Não só isso, mas a importância das mulheres na vida real: a diretora é mulher e sua protagonista, baseada em uma agente real da CIA, também.

Jessica Chastain leva sua segunda indicação ao Oscar (a primeira foi de atriz coadjuvante por “Histórias Cruzadas”) por sua atuação como Maya, a agente da CIA que dedicou a sua vida a perseguir uma pista ignorada por muitos e encontrar Osama Bin Laden.

Um filme sobre terrorismo raramente passa longe de polêmicas e “A Hora Mais Escura”, com sua brutal retratação das técnicas de tortura usadas contra prisioneiros árabes, não é exceção. Há quem diga que ele é conivente com tortura, e há aqueles que acreditam que o filme foi uma crítica.

Uma coisa é fato: o longa deixa claro que as confissões e declarações conseguidas através de “interrogatórios avançados” foram essenciais para a captura de Bin Laden. Tanto que um diretor da CIA, Michael Morell chegou a lançar uma nota afirmando o que o filme é uma obra fictícia e muitos dos fatos não correspondem à realidade. Ele fez questão de reiterar que a impressão que o filme deixa de que tortura foi importante é falsa.

Bigelow pode não ter conseguido uma indicação ao Oscar, mas conseguiu algo talvez mais impressionante: uma declaração oficial da agência de inteligência americana.

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