Oscar 2013 – O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook)

oscar-2013-o-lado-bom-da-vida-silver-linings-playbook-poster-cartazIndicações:
Melhor Filme
Melhor Diretor (David O. Russell)
Melhor Ator (Bradley Cooper)
Melhor Atriz (Jennifer Lawrence)
Melhor Ator Coadjuvante (Robert De Niro)
Melhor Atriz Coadjuvante (Jacki Weaver)
Melhor Roteiro Adaptado
Melhor Edição

Pat Solitano Jr. (Bradley Cooper) flagra sua mulher o traindo e tem um surto de loucura, que resulta em fortes agressões contra o amante. Por causa disso, ele é diagnosticado com transtorno bipolar e é obrigado a passar 8 meses em um hospital psiquiátrico. E então, começa o longa de David O. Russell.

“O Lado Bom da Vida” (Silver Linings Playbook) não é exatamente sobre a loucura. Não é sobre ‘isso’ ou ‘aquilo’, não retrata um acontecimento fantástico ou surpreendente. É simplesmente sobre a vida, o cotidiano de alguém normal que tem que superar suas dificuldades normais.

Ok, talvez não tão normais assim, afinal os dois protagonistas tentam, ao longo de todo o filme, superar suas tendências bipolares. Por outro lado, está justamente aí a linha tênue que o diretor estabelece entre a loucura e a sanidade. Tudo é tratado com muita naturalidade uma vez que essa condição faz parte da rotina dos personagens. Até que ponto, por exemplo, uma simples superstição adotada em um jogo de futebol é normal? Quando isso passa a ser um transtorno obsessivo-compulsivo? Pois sim, ser louco é normal. E neste ponto, a atuação de Bradley Cooper é crucial. O ator consegue nos fazer acreditar em Pat, e até mesmo compreendê-lo. Jennifer Lawrence, que interpreta Tiffany, também consegue transmitir a instabilidade de sua personagem, embora caia em alguns clichês. Em contrapartida, Robert De Niro se destaca, mais uma vez, no papel de Pat Solatano, pai do protagonista. Ele, ao contrário do filho (um ‘louco’ com momentos de sanidade) é um são com momentos de loucura. E Jacki Weaver faz, brilhantemente, a mãe esmagada entre essas duas personalidades tão fortes.

“O Lado Bom da Vida” não é uma comédia romântica, como vem sendo vendido. É explosivo e adorável, engraçado e profundo. É, nesse sentido, um filme ‘bipolar’, que mexe, ao mesmo tempo, com várias sensações do espectador. É normal, mas é diferente.

“Silver Linings Playbook” indica a metáfora do otimismo, gerada de uma frase comum americana “Every cloud has a silver lining  (Toda nuvem tem um “fundo prateado”), dita, inicialmente, pelo poeta inglês John Milton em 1634. E “playbook” é o livro de jogadas de cada equipe no futebol americano. (Vertentes do Cinema)

Indicações
O longa se destaca justamente por ser um filme ‘normal’, apesar da bipolaridade de seus personagens. Em se tratando de Oscar, é realmente uma surpresa uma história sem um fato surpreendente ter tantas indicações. Mas o mérito de David O. Russel está aí, em fazer um feijão-com-arroz bem feito. E isso tem sido raro em Hollywood. Mas, por isso mesmo, acredito que o prêmio de “O Lado Bom da Vida” já esteja nas indicações. Não poderia afirmar com confiança, mas se tivesse que dar um palpite, diria que o filme tem concorrentes mais fortes em todas as categorias que disputa.

Trailer:

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s