“Efeito Buffy”: a força das heroínas contra o sexismo

Elas estão em todos os lugares. Estrelando filmes, protagonizando livros ou mesmo nomeando séries.

Foi-se o tempo em que as garotas eram vistas como personagens de um romance, desmaiando a qualquer contrariedade.  Cada vez mais, o foco recai sobre personagens femininas fortes e o seu papel em deixar os homens menos sexistas.

Christopher Ferguson, um psicólogo americano, analisou as reações de 150 universitários após assistirem situações semelhantes – envolvendo sexo e violência – mas com mulheres em papéis bem diferentes: submissas e fodonas.

A pesquisa consiste, basicamente, em assistir a algumas cenas de seriados (como The Tudors, de um lado, e Buffy – The Vampire Slayer, de outro e Gilmore Girls no meio do caminho) e depois comentar questões simples a respeito dos gêneros, tais como: “A liderança intectual de uma comunidade deve permanecer majoritariamente nas mãos de homens” ou “Há vários empregos nos quais deve se dar preferência aos homens para a contratação e/ou promoção”.

E, acredite, os homens que assistiram as cenas violentas com as mulheres passivas e submissas, tiveram uma opinião pior a respeito delas do que quem viu episódios relaxantes com as meninas de buenas na rotina pacata da cidade (Gilmore Girls). O mesmo não aconteceu com os homens que viram episódios violentos com personagens fortes: Buffy ahazando ou, ainda, Law and Order: SVU.

Isso mostra que não era necessariamente a violência ou não que moldava a opinião desses rapazotes. A postura das mulheres frente a isso foi fundamental. Não importava exatamente o que acontecia com elas, mas sim como reagiam a isso. Ferguson supõe que a representação negativa das mulheres reacenda preconceitos a respeito do sexo feminino, enquanto que as representações positivas desafiam esses estereótipos. A isso, ele dá o nome de “O Efeito Buffy“.

Os testes também foram aplicados a mulheres, que não se mostraram muito influenciadas pela mídia, embora indicassem menos ansiedade quando viram as personagens fortes. O que é curioso no teste de ansiedade é que alguns homens se mostraram mais ansiosos quando se depararam com as mulheres fortes, ou seja, podem ter se sentido ameaçados (#Reflita).

Ferguson conclui que esses papéis são benéficos para reduzir o sexismo mesmo que a curto prazo e em menor escala. Diz ainda que esse tipo de personagem é bom para homens e mulheres. Joss Whedon que o diga, em sua carreira ele usou e abusou da força das personagens femininas.

Dito isso, preparamos uma listinha com algumas das nossas heroínas da ficção favoritas. Começando, é claro, por quem deu o nome ao efeito.

1. Buffy (Buffy – the Vampire Slayer)

Entre uma prova e outra no high school, ela caçava vampiros e salvava o mundo. Com diálogos sensacionais, sarcasmo e boas cenas de ação (e monstro fail), Buffy se tornou um seriado cult e possibilitou a Joss Whedon escrever e dirigir “Os Vingadores”.

2. Sarah Walker (Chuck)

Ela é inteligente, linda e uma das mais competentes assassinas da CIA. É, de longe, uma das melhores personagens de Chuck, contrastando de maneira genial com os nerds da série.

3. Katniss Everdeen (The Hunger Games)

A protagonista de Jogos Vorazes, que vai para a arena para salvar sua irmã mais nova, é uma das mais realistas da lista. Cheia de defeitos e qualidades, é através dela que o livro é narrado. (E mesmo sendo bom, poderia ser melhor se não tivesse os ataques adolescentes…)

4. Veronica (Veronica Mars)

Algumas semelhanças com Buffy eram marcantes: a heroína a loirinha inteligente, cheia de sacadas geniais. Assim como na série de Whedon, os diálogos eram as melhores partes do seriado. Coincidência ou não, vários personagens de Sunnydale acabaram passando por Neptune.

5. Viúva Negra – Natasha Romanoff (The Avengers)

A única mulher de Vingadores chama a atenção pelos movimentos ousados, digamos assim, e pelo poder de manipulação (característica feminina, diriam as más línguas).

6. Debra Morgan (Dexter)

Debra parece atravessar um inferno astral desde que a série começou, mas ela sempre  vai até o final, caindo e se levantando repetidamente. Ela é dona de alguns do melhores-fucking-quotes de Dexter e apesar de badass, tem seu lado sensível.

7. Hermione Granger (Harry Potter)

A representante feminina do trio de Harry Potter não podia ficar de fora dessa lista. Apesar de não ser muito adepta da violência – embora tenha socado o Malfoy -, Granger é incrivelmente inteligente, corajosa e não deve nada pra Olivia, de Law & Order: SVU.

E, claro, não podíamos deixar de dar um exemplo de personagem fraca, rasa e submissa, daquelas que você pensa Y SO STUPID?!? e  te dá vontade de arrancar os cabelos, fio por fio. Ok, talvez eu esteja exagerando um pouquinho. Ou não.

Bellinha S2

Bella

 

(Eu sei que não tem nada a ver, mas considerando que esse post expõe extremos entre Buffy e Twilight, me vejo quase obrigada a postar esse gif:)

Links relacionados

Joss Whedon e Sarah Michelle Gellar já falavam, em 1998, da importância de Buffy como ‘role model’ 

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3 comentários sobre ““Efeito Buffy”: a força das heroínas contra o sexismo

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