RIO 2016: Vídeo oficial

“Aquele abraço!” (Gostei muito dessa logo…)

Desde a abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, há pouco mais de duas semanas, pipocaram opiniões, previsões e suposições sobre como será nossa apresentação em 2016.

A calçada do clichê.

Os clichês estarão lá, não resta dúvida. O samba e a bateria, os índios e o futebol (e provavelmente a Ivete Sangalo também. Mas né, se Londres teve as Spice Girls, por que não? Haha). Isso é fato e pudemos ter um gostinho do que virá por aí logo na cerimônia de encerramento no último domingo (12/08), onde tivemos 8 minutos só nossos – com direito ao calçadão de Copacabana.

E quer saber? Não vejo problema nisso. Eu acho que isso faz parte da nossa cultura e é algo forte, algo com o qual estamos acostumados e que, apesar da miscelânea cultural que criou nosso país, acabou incorporando-se na identidade do país. Na união de negros, índios e brancos, criou-se o carnaval. São expressões que não vieram de uma só cultura e isso é muito legal!

É claro que eu fico irritada quando um gringo acha que no Brasil é carnaval o ano inteiro, que falamos espanhol e que somos colônia do Chile. Fico puta quando acham que acordamos sambando, batemos uma bolinha depois de almoçar feijoada e terminamos a tarde tomando uma caipirinha na beira da praia. É claro que isso é ridiculamente pouco perto de um país rico culturalmente como o nosso, sem falar em preconceituoso. Mas são aspectos da nossa cultura e o legal não é negar isso, e sim agregar mais coisas a esse estereótipo.

Enquanto os arcos eram forjados em Londres, muita gente se perguntava se seremos capazes de fazer uma festa tão bonita quando a inglesa. E a resposta é: sim, seremos. Nós somos capazes, temos talento e pessoas capacitadas pra isso. Aliás, mostramos isso com nossos 8 minutos por lá.

Não é só “enfiar uma escola de samba”, conforme insinuou nossa prezada presidente, mas é preciso que não abdiquemos da nossa alegria. Do ar típico do brasileiro, mesmo que composto por clichês. Clichês que serão engrandecidos e enriquecidos com parte da nossa cultura que ainda é desconhecida para o resto do mundo.

Cultura que, muitas vezes, é desconhecida até para nós, brasileiros.

É um estereótipo brazuca, mas que espalhou por aí a fama que esses clichês nos renderam: povo alegre e simpático. E que eu modestamente (ainda) concordo.

(Falando em BRAZUCA, todo mundo já viu as três opções  incríveis que estão concorrendo pra nomear a bola da Copa 2014? Pois bem, escolha o seu aqui. Brazuca, Bossa Nova ou Carnavalesca. Uma melhor que a outra. Dá até saudade da JabulaAaAaAni.)

Sem desvirtuar muito mais, eu volto na pergunta da Cerimônia de Abertura de Londres. Seremos capazes de fazer algo legal? Sem dúvida. Só é preciso que esse job caia nas mãos certas. Sem politicagem, sem corrupção e sem QIs… nas mãos de quem sabe o que está fazendo e irá se esforçar em mostrar a pluralidade cultural que nos torna esse país único.

E, hoje, quando eu assisti ao vídeo oficial do Rio 2016, eu me animei ainda mais. A sensação de que faremos algo bem feito só cresce. Preocupo, sim, com infraesutrutura, segurança, bueiros e tudo mais. Mas por enquanto, em arte, a gente vai mandando bem…

Achei muito legal mesmo a relação com a história das Olimpíadas, nascida na Grécia Antiga, e a chegada dos deuses do Olimpo no Rio. Não lembro de outra campanha que tenha explorado esse tipo de coisa… e acho que isso é o genial que teremos oportunidade de fazer. Trazer essa atmosfera olímpica pro Rio.

“[os deuses] ficaram até de pernas bambas de tanto sambar…”

Sério, muito legal. Pensei em Zeus sambando. Mas nem tudo são flores e eu definitivamente mostraria menos os pagodeiros/sambistas e daria mais destaque pro Rio, pro povo ou pra qualquer outra coisa, até porque, lá fora ninguém faz ideia de quem é esse barrigudinho cantando “ôoôo” (aka Zeca Pagodinho).

Os deuses gregos – Apolo, Poseidon, Afrodite, Atena, Dionísio, Hércules (semi), Artemis e Zeus – cantados em ritmo brasileiro.

É óbvio que cada um tem a sua opinião e essa é só a minha, mas pra mim é esse o papel de uma cidade sede dos Jogos Olimpícos: dar sua identidade aos jogos sem esquecer sua tradição. E nisso, achei que, por enquanto, estamos nos saímos muito bem.

Esperemos o que virá por aí, na torcida de um bom trabalho e uma noa recepção dos jogos.

Aquele abraço!

(Quer deixar esse post mais clichê? Leia enquanto ouve Brasileirinho ou  Garota de Ipanema. #Fickdica)

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