Who the hell is Paul McCartney?

...

Foi assim: domingo rolou o Grammy, Adelinha arrasou, ganhou todos os prêmios a que concorria e tal, e a cerimônia teve – é claro – cobertura no twitter.

O problema é: de uns tempos pra cá, a média de idade do público presente no Twitter tem diminuído consideravelmente. Pesquisas apontam que os adolescentes do Facebook estão migrando pro Twitter, uma vez que seus pais estão começando a fazer contas no face e a garotada quer “privacidade”. Parece migué, mas é verdade.

E é fácil perceber isso, basta uma olhadinha rápida nos trending topics.

Eu desafio você a encontrar por lá algum que não tenha sequer um exemplar de: #FamíliaXisAmamosEternamenteAlgumaCoisaNinguémMexeComAGenteFamília²BláBláBlá por lá. Geralmente associados a ídolos teen (expressão tão ruim quanto o assunto em si).

Mas aí você pensa… essas pessoas não conheceriam o Paul McCartney porque elas não viveram a época dos Beatles, é isso?! Grande coisa, gente. Até aí eu também nem pensava em nascer nos anos 60. Aliás, nem minha mãe era viva nos anos 60.

Em que mundo, teoricamente, essas pessoas vivem?! Pensar em alguém que nunca ouviu falar dos Beatles é, confesso, meio assustador. Não digo que você deve amar a banda… eu mesma gosto, mas não sou fã incondicional. É mais admiração e respeito mesmo.

Se bem que, confesso², eu me apaixonei por ele depois do show. Talvez o artista mais simpático e com presença de palco que eu já vi se apresentar. Dava um medinho dele se machucar e quebrar a bacia sempre que ele corria de um lado pro outro (sabe como é né), mas o cara é simplesmente sensacional. Toda a atmosfera que o envolve torna a situação meio mágica…

Paul, Reino Unido e Brasil.

Mas fora isso, continuemos com a minha teoria. Se nós, que não vivemos a era dos Beatles – mas talvez tenhamos sido influenciados por nossos pais… – os conhecemos (e, mais do que isso, entendemos sua importância), como é que uma geração que se distancia de nós por pouco mais de uma década, pode simplesmente desconhecer tudo?

Às vezes eu sou muito nostálgica, não entendo como cultuamos Biebers e Twilights… mas é coisa de adolescente, certo? E cada geração tem a sua vergonha. Pelo menos eu acredito que seja assim. No entanto, sei lá… tudo tem limite.

Agora chegamos à grande questão: eu não acho que essas pessoas que causaram no Twitter realmente não saibam quem é Paul McCartney. Tudo bem, podem até não ter gostado da apresentação dele no Grammy (que diga-se de passagem é uma plateia muito fácil… aplaudiu TODO MUNDO de pé, o que tirou a honra que isso costumava significar e colocou a galere no mesmo patamar). Podem não ouvir Beatles e podem mesmo achar que Justin Bieber é o melhor que já houve na música.

Agora, amigos, se perguntem… DE ONDE VOCÊ ACHA QUE VEIO AQUELE CABELINHO KINDA TIGELINHA DO BIEBER, hein? Óbvio que eu estou brincando. O que eu realmente quero dizer é que foi mais uma atitude “aborrescente”, de querer mostrar que “lugar de velharia é no museu”. Todo mundo já passou por essa fase…

A esperança é de que essas pessoas cresçam e, caso continuem com surdez musical, sejam capazes pelo menos de respeitar. Porque é isso que se deve às pessoas, não só aos artistas. Ainda mais um cara como Paul McCartney.

Mas vem cá, no meio daquela bagunça é capaz de ter mesmo alguém alienado que não saiba quem é Paul. E, afinal de contas, quem é Paul McCartney?

Não tema, caro colega menor de idade! Esse rapaz tem a resposta na ponta da língua:

Yeah, you idi... wait, WHAT?

Pois é. Pelo menos ele tentou, gente. E pelo menos sabe que ele foi um dos Beatles. Pontos pra ele!

Mas já que os universitários não foram lá de grande ajuda nessa questão, refazemos a pergunta (que por si só já é um ultraje): quem é Paul McCartney?

Paul McCartney: dead man walking.
  • Paul McCartney é um sir, desde 1997.
  • Paul, que não é conhecido por seu primeiro nome, James, é um cantor, compositor, baixista, guitarrista, pianista, multi-instrumentista, empresário, produtor musical, cinematográfico e ativista dos direitos dos animais britânico. De acordo com a Wikipedia.
  • Lennon/McCartney compuseram algumas das músicas mais famosas da história.
  • McCartney usa suspensórios. E fica uma gracinha neles.
  • É pai da estilista Stella McCartney.
  • Paul escreveu “Yesterday”: a música mais regravada por artistas em todos os tempos. E escreveu para o ex-companheiro de banda, Lenninho, “Here Today”.
  • Ao que tudo indica, além de baixista, ele também foi um ótimo baterista, já que quando os Beatles gravaram “The Beatles”, Paul foi responsável por assumir a bateria em “Back in the U.S.S.R” e “Dear Prudence”. Em uma entrevista, perguntaram a John se Ringo era o melhor baterista do mundo. A resposta foi simples: “Ele nem é o melhor baterista dos Beatles”, referindo-se ao talento de Paul.
Tá bom, né? Se eu fosse continuar listando tudo que faz de Paul McCartney quem ele é, eu ficaria aqui eternamente. Talvez fosse mais fácil levar essa galera pro show, ver aquele tanto de marmanjo se desfazendo em lágrimas quando “All my loving” (a primeira dos Beatles) começa a tocar. Seria mais simples de mostrar quem ele é.

Enfim… esse é Paul McCartney. Alguém que mesmo após meio século, consegue fazer isso com um público:

E antes que você termine esse post triste, clamando que não quer mais viver nesse planeta, restaure sua fé na humanidade:

Quer mais?! Clique aqui.

Beatles

Level: asian.

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