Por que Chicão tornou-se ídolo do Corinthians

Quer pular o blábláblá e ir direto para a resposta da pergunta? É só descer até os ***.

Hoje, depois de 8 jogos entre os reservas, o ex-capitão corintiano voltou ao time. Afastado por motivos técnicos, o jogador pediu para não ser relacionado para o primeiro jogo do qual ficaria de fora. Pode ter sido o susto por ter sido sacado do time, mas não deveria ter feito isso. Alegou não ter condições emocionais para o banco naquele jogo (contra o São Paulo).

Depois, foi a vez de Tite esquecê-lo por um período. Então, finalmente, apareceu como opção no banco. E depois que a zaga – agora titular – foi suspensa (Paulo André pelo terceiro amarelo e Leandro Castán pelo vermelho), ele teve de novo sua chance.

Não foi bom, poderia ter sido MUITO melhor. Mas teve pênalti (que não foi). E teve Chicão batendo – que coragem, depois de tanto tempo sem jogar (e saindo porque não estava bem o suficiente!).

Meu pai, que estava no estádio (espalhando o azar da família) me ligou e narrou. “Lá vai o Chicão… correu, bateu…” depois disso, obviamente eu não entendi mais nada. Só a gritaria. Alguns segundos depois eu via a cena pela TV (o sinal digital é o troll do futebol). O zagueiro correndo, batendo no canto, pulando pra comemorar. Mordendo o escudo, como já é tradição, e fazendo S2 pra torcida.

Chicão 🙂

Eu me emocionei. Porque quem me conhece sabe… eu tenho um fraco pelo Chicão. Adoro seu jeito de andar, sua raça, seu jeito de comemorar, suas entrevistas, seus tapinhas na cara do Valdívia. Eu adoro o Chicão. E não foi porque ele errou uma vez que isso vai mudar.

De volta à sua restreia, não foi das melhores. O segundo gol do América (que venceu ganhar) surgiu de uma falta – importante – que ele fez. Mas verdade seja dita, o Júlio, nosso grande goleiro, tomou um frango. E o Corinthians mereceu perder. Como muitas vezes mereceu durante esse campeonato. (Não vou entrar nos méritos do campeonato de pontos corridos, que eu acho ridículo, porque isso é assunto pra outros posts e suas respectivas discussões…)

Mas desse resultado horroroso (de perder para o lanterna, já rebaixado, com mais de 90% da torcida – e pior, jogando um futebol LAMENTÁVEL) dá pra tirar algo de bom. A volta do Chicão. Não a volta literal, mas o retorno de um jogador muito importante para o time, para o torcida e para o Corinthians. Voltar fazendo seu 37º gol pelo Timão e terminando o jogo como capitão, com certeza foi um grande passo para restaurar a confiança desse grande cara.

E, aqui, o que me motivou a escrever esse post:

***Vi uma promoção, há um tempo, que perguntava “Por que Chicão tornou-se ídolo do Corinthians?“. O vencedor ganhava uma bandeira autografada pelo número 3. Eu quis responder, mas sou péssima em concurso cultural.

Então, comecei a pensar. E escrever. A resposta, pra mim, não coube em algumas linhas e acabou assim:

Era uma vez um gigante caído. Seu reino perdera o orgulho. A maioria dos passantes ria dele, apontando-o ao chão, descrentes. Sua situação gerava compaixão naqueles capazes de entendê-la. Pelo rosto, sujo da árdua batalha, as marcas das grossas lágrimas que haviam rolado.
Eis que, em meio a tudo isso, surge um cavaleiro. Um bravo cavaleiro, vestido de preto e branco, armado de raça e vontade. Ele postou-se, com seu escudo glorioso, na frente desse gigante que o olhou desconfiado, os olhos brilhantes de dor e mágoa.
Logo entendeu que esse cavaleiro era aliado. Que era o cavaleiro que impedia que mais pedras chegassem a ele naquele mau tempo que parecia interminável. O honrado cavaleiro, por sua vez, enfrentava quem quer que viesse. Protegeu o gigante, como pôde, enquanto ele, aos poucos, se levantava.

Apanhou por ele. Bateu por ele. Saltou, correu, lutou. Deu o sangue, alvinegro, por aquele amado gigante. Parecia, ele mesmo, uma daquelas pequenas partes que constituíam esse gigante.

O cavaleiro permaneceu ali, firme, mesmo quando o gigante dava passos vacilantes. Depois de 3 anos, o gigante estava de pé. Mais forte do que nunca, altivo como sempre.

O corajoso cavaleiro, que por anos teve como único objetivo defender aquele gigante, sentiu-se aliviado. A vitória também era dele, que dispensara outros cargos, melhores cargos, para ficar ali. Era fiel àquele gigante.
Chegou o momento, então, de o próprio cavaleiro – simples humano, afinal – vacilar. Perder-se, confuso, em meio aos campos de batalha. Era chegada a vez do gigante carregá-lo até que ele pudesse, novamente, escudo entre os dentes, defendê-lo como sempre fizera. Como sempre parecera destinado a fazer.

(E, claro, acabei não enviando isso para a promoção. Infelizmente, porque eu queria muito aquela bandeira! :P)

(Lembra como eu disse que adoro o Chicão? Essa é minha camisa favorita 🙂 )

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Um comentário sobre “Por que Chicão tornou-se ídolo do Corinthians

  1. É isso querida, quando estavamos no parque do Sabiá e a torcida começou a cantar,
    ooooooooo CHICÃO VOLTOU, O CHICÃO VOLTOU, O CHICÃO VOLTOU o, realmente foi de arrepiar e ficar feliz de ver um cara que respeita e joga pelo timão, valeu meu bem, ótimo post

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