Oscar 2011: O Discurso do Rei (The King’s Speech)

Indicações:
Melhor Filme
Melhor Diretor –
Tom Hooper
Melhor Ator – Colin Firth
Melhor Ator Coadjuvante – Geoffrey Rush
Melhor Atriz Coadjuvante –
Helena Bonham Carter
Melhor Roteiro Original
Melhor Direção de Arte
Melhor Fotografia
Melhor Figurino
Melhor Edição
Melhor Trilha Sonora Original
Melhor Mixagem de Som

Em um resumo (bem) pobre: a história do pai da Elizabeth II, aquela mesma que anda lá pelo Palácio de Buckingham atualmente e como um “terapeuta da fala” ajudou um rei gago.

Exato: 2 horas de um gago. Tinha tudo pra se tornar monótono e falhar mas acabou se saindo muito melhor do que o esperado. Afinal, foi o campeão de indicações do ano, com 4 a mais que o queridinho americano. Páreo duro.

Com um orçamento humilde perto de concorrentes como A Origem ou mesmo A Rede Social, O Discurso do Rei aparece como um dos favoritos a todos os prêmios que disputa. Em especial, claro, o de melhor filme.

E seria justo. Leva vantagem pelo fato de ter um enredo com a cara da Oscar, mas não deve passar por cima do filme de David Fincher. Aliás, Tom Hooper apesar de estar com uma boa cotação, também deve perder para o diretor de Se7en. Se ganhasse, seria bom. Organizou bem a história e fez tudo funcionar, mas ainda acho que fica com Fincher.

Em especial, pra mim, o que faz de The King’s Speech tão válido é seu trio de protagonistas.

Estão todos no limite de suas atuações. Geoffrey Rush (Lionel Logue) dá um tom mais sensível à narrativa, e torna humano o problemático rei George VI. Helena-Bonham-Carter (Elizabeth) interpreta alguém normal, e mais do que isso, uma mulher determinada e forte, e o faz com delicadeza e carisma. Colin Firth (George VI), bom… ele te ganha na primeira gaguejada.

Está fantástico. Não só pelo que ele diz, mas principalmente pelo que deixa de dizer. A insegurança em seu olhar é sensacional, ajuda a entender a situação. A criar empatia. Se pra nós, meros mortais, já pode ser tão complicado falar em público, imagine para um rei GAGO? Para alguém que representa uma nação. Que tem que ser a voz de seu povo em uma guerra.

É a química entre esse três e suas diversas conversas que fazem O Discurso do Rei superar os riscos e funcionar. Em segundo plano, mais alguns atores do universo inglês potteriano, como Timothy Spall (Rabicho), o Churchill mais estranho que eu já vi. Dizem que ele era mesmo meio esquisito daquele jeito, mas nem por isso passa a ser menos bizarro. Michael Gambon (Dumbledore) também faz uma pontinha como o Rei George V, pai do Colin, o Gago.

Vale também destacar as participações de Guy Pearce, como o irmão “menos ortodoxo”, que renuncia ao trono, e o arcebispo puxa-saco Cosmo Long. Os cuidados com os detalhes deixam a narrativa ainda mais gostosa, e um merchan da Philips, discreto em um prédio, é perfeito.

Dentre suas 12 indicações, chega forte para melhor filme, melhor direção e principalmente melhor ator. Também se destaca pela direção de arte e pelo figurino. Deve bater de frente com A Rede Social. Rush e HBCarter perdem para os coadjuvantes de O Vencedor, Bale e Melissa Leo. E é uma pena que só se possa dar um Oscar, afinal, o trio funcional tão bem quanto um só. Um ótimo filme. Bem “correto”, mas muito bom.

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Trailer:

Publicado por: Lê Scalia

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