Oscar 2011: Minhas Mães e Meu Pai (The Kids Are All Right)

Indicações:
Melhor Filme
Melhor Atriz – Annette Bening
Melhor Ator Coadjuvante – Mark Ruffalo
Melhor Roteiro Original

Nic (Annette Bening) e Jules (Julianne Moore) são um casal gay. Um casal maduro e feliz, com dois filhos já adolescentes, cada um concebido por uma delas e um doador de esperma (é, a descrição é tão confusa quanto seria na vida real). A história começa quando os filhos decidem que querem conhecer seu pai biológico, o doador, e termina quando Joni, a filha mais velha, vai para a faculdade. Achou que faltou uma linha de raciocínio aí? Pois é, eu também!

Desculpem, mas eu não tenho muito o que falar desse filme. É um filme ordinário, com uma história ordinária, e provavelmente com um orçamento bem ordinário também, visto pelo elenco bem limitado.

Limitado em quantidade, que fique bem claro. A atuação de Annette Bening é mesmo fantástica, mas, como o Oscar não é dividido em categorias de filmes dramáticos e comédias, esse de Melhor Atriz ela não leva. Muito menos Mark Ruffalo e sua indicação para o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, que, pra mim, está entre Geoffrey Rush (O DISCURSO DO REI) e Christian Bale (O VENCEDOR).

Melhor Roteiro Original

Não mesmo, ainda mais quando se está concorrendo com A ORIGEM e O DISCURSO DO REI. E, como eu comentei no início deste post, o argumento fica perdido em algum lugar entre o começo e o fim do filme. A história é toda trabalhada em cima do envolvimento de  Paul (Ruffalo) com a família, mas o desfecho nada tem a ver com isso. E nem dá pra falar que “oras, mas a vida real é assim”, porque não é. Temas polêmicos são abordados de maneira muito rasa e parecem muito simples.

Melhor Filme

Ok, até parece palhaçada. Voltem a indicar apenas 5 filmes para a categoria de Melhor Filme e está tudo bem.

Trailer:

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2 comentários sobre “Oscar 2011: Minhas Mães e Meu Pai (The Kids Are All Right)

  1. Terei que descordar de você em um ponto. Quando tu diz que “a vida real não é assim”, tu exagera e generaliza, e até acho que tu tenha consciência disso. Gostei do filme, principalmente do fato de ele ser quase um “não filme”, por não preocupar-se em ter o tradicional começo-meio-fim. O legal aqui é justamente o desenvolvimento de personagens e fazem isso muito bem com o casal de lésbicas, elas são incrivelmente reais. Mas concordo com você sobre a quantidade de indicação de filmes para melhor filme (apesar que o modelo atual acaba dando visibilidade para mais produções).

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