Oscar 2011: Bravura Indômita (True Grit)

Indicações:
Melhor Filme
Melhor Diretor – Joel e Ethan Coen
Melhor Ator – Jeff Bridges
Melhor Atriz Coadjuvante – Hailee Steinfeld
Melhor Roteiro Adaptado
Melhor Direção de Arte
Melhor Fotografia
Melhor Figurino
Melhor Edição de Som

Melho Mixagem de Som

Mattie Ross (Hailee Steinfeld) tinha 14 anos quando seu pai foi assassinado por Tom Chaney. Sabendo que a justiça não iria atrás dele sozinho e que nenhum homem iria vingar a morte de seu pai, ela deixa a família para ir buscá-lo ela mesma.

Indômito (sub. masc.) – 1. não domesticado; 2. que não se deixa dominar; 3. o mesmo que indomável; 4. que não é vencido.

Algo como “Coragem Indomável”. Só esqueceram de dizer que o personagem que tem toda essa bravura é interpretado por Hailee Steinfeld, que concorre ao Oscar de melhor atriz coadjuvante, e não por Jeff Bridges, indicado a melhor ator.

Na busca por Chaneu, Mattie contrata um “US Marshall”, mas vai com ele. Não aceita que ele vá sozinho. Quer estar lá quando o assassino de seu pai for pego, e quer que ele vá para a forca em sua cidade, sendo julgado por esse crime e não outro.

O tal federal é o garoto de ouro em Hollywood atualmente, o vencedor do Oscar do ano passado. (Uma curiosidade: Jeff Bridges foi indicado a 14 premiações por seu papel em Bravura Indômita. Uma a menos do que as 15 que conseguiu por Crazy Heart.)

As atuações são boas, em especial a da novata, Hailee Steinfeld, que corre por fora caso Melissa Leo tenha mesmo estragado suas chances na sua tentativa exagerada de autopromoção. Matt Damon, apesar de bem, desempenha um papel que se torna fraco perto dos outros dois. Muito pouco para o que poderia ser.

Josh Brolin, o vilão Tom Chaney, pra mim é um enigma. Aparece pouco, é mais citado do que participa de fato. E quando aparece acaba ofuscado por Lucky Ned (Barry Pepper). Sem contar que quando falam dele (e falam muito nele), dá a impressão de que ele é incrivelmente cruel. Quando nos deparamos com ele o que vemos é mais desinteresse e egoísmo, meio tosco talvez. Mas ele não é o principal. Ele faz parte desse pano de fundo criado para contar como uma garota e seus sentimentos claros e justos conquistaram um cowboy corajoso e bêbado.

A tentativa de Cogburn (Bridges) de consertar os erros cometidos com sua família no passado, através de Mattie, vai se tornando evidente durante a narrativa. E conforme os dois se aproximam, o filme ganha. Principalmente enquanto o “Texas Ranger” os acompanha.

Eu diria que a cena em que chegam na cabana do comerciante e aquelas crianças estranhas que espetavam o burrinho (?!) são chutadas (literalmente) pelo “marshall” é épica. Minha cena favorita, disparado. Merecem destaque também todas as suas negociações com o banqueiro. E assim o filme corre, com uma fotografia bonita (chances!), uma trilha adequada e alguns momentos mais doces, outros mais arrastados. As piadas, aqui e ali ajudam a desafogar.

Eu não sei diferenciar as categorias “edição de som” e “mixagem de som”, sinto muito. Mas não sei de Bravura Indômita seria o favorito. O figurino, por outro lado, é bacana. A direção não deve ficar com os irmãos Coen, considerando os outros fortes concorrentes. True Grit aparece como surpresa, o segundo filme com mais indicações. Só não tenho certeza se essas indicações vão, de fato, se concretizar.

Ah, eu não assisti ao True Grit original, de 1969. Mas no de 2010, o maior toque Coen fica mesmo para o final, irônico como eles. Parece mais tenso e mais sério no trailer, mas é um bom filme!

***Se reparamos, Bravura Indômita possui várias semelhanças com Inverno da Alma. Aqui, vão só algumas delas:

  • Ambos são baseados em livros;
  • Fortalecem-se ao explorar heroínas, que, coincidentemente, são as autoridades da casa;
  • São movidas, em algum grau, pelo assassinato dos pais;
  • Carregam o espírito e o sotaque do faroeste.

Trailer:

Publicado por: Lê Scalia

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3 comentários sobre “Oscar 2011: Bravura Indômita (True Grit)

  1. Veja o original. Tanto o John Wayne da um banho no Bridges (que não faz muita coisa além de emular o personagem original) quanto o filme é infinitamente mais divertido.

  2. Valeu a dica. Fiquei com vontade mesmo de ver, mas me disseram esses dias que o dos Coen é muito melhor… bom, vou ter que conferir hahahaha
    🙂

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