Aos 34 anos, Ronaldo para de jogar

Na manhã de hoje, Ronaldo concederá uma entrevista coletiva para informar sua aposentadoria.

A oficial, dizem os piadistas.

O momento de “pendurar as chuteiras”, literalmente nesse caso, é sempre difícil pra qualquer atleta. Principalmente para os grandes. Ronaldo é grande (e está demasiadamente grande), por isso, tudo que ele faz é sempre maior. Hoje, às 11, também vai ser assim.

O maior jogador de futebol da história (e se você não é argentino sabe bem de quem estou falando) foi embora do Brasil aos 34 anos, com tudo em cima, pra jogar as últimas temporadas (e juntar um troquinho) nos Estados Unidos.

Mas, quando foi, Pelé ainda tinha gás. E também por isso é lembrado como o mito que é. Não assistimos à sua decadência.

Com Senna, algo parecido. A tragédia que trouxe um fim inesperado e precoce ao seu talento transformou-o em herói nacional. Mais do que já era. Talvez mais do que pudesse ter se tornado se ainda estivesse vivo.

O caso de Guga, nosso maior tenista, é semelhante ao de Ronaldo. Lesões, cirurgias e a não-recuperação total, forçando uma aposentadoria que doeu. E ele ainda tentou. 

No cenário internacional podemos destacar o heptacampeão da F1, Michael Schumacher. Depois de fazer história no esporte, ele se aposentou como um exemplo e passou a se dedicar a comerciais com carros potentes. Uma escolha duvidosa o fez voltar às pistas como figurante em 2010.

Quando, daqui uns anos, forem contar sua história de vitórias, vão focar no tempo em que ele era protagonista. É isso que vai importar lá na frente.

Outro Michael, Jordan dessa vez, também andou se aposentando antes de se aposentar. Primeiro, uma paradinha rápida para arriscar-se no baseball. Voltou e liderou seu time em mais 3 títulos antes de parar de novo. Após o segundo retorno, em uma equipe diferente, não teve o mesmo sucesso.

A também tenista Henin, ex-#1, se aposentou duas vezes. Uma vez por “questões pessoais” e a outra, 1 ano depois de retornar após o “recesso” de 20 meses, por questões físicas.

Federer, o maior jogador de tênis de todos os tempos, vai ficando “velho” para o esporte. Ele quer o ouro olímpico para encerrar a carreira perfeita. Ele pode jogar em nível competitivo até os 50 anos, mas será que compensa? Eu torço pra que ele ganhe esse ouro em Londres-2012.

O caso de Ronaldo também se deve ao físico. Seu corpo já não corresponde mais à sua vontade. Mas, mais que isso, ele não tem realmente tanta vontade. Não quer mais provar nada pra ninguém, o que ele precisava superar, já foi superado.

E, assim sendo, não faz sentido sua continuação nos gramados. Na realidade, sua força de vontade parece mesmo ter ficado em 2009, após um primeiro semestre perfeito. Já em 2010, após a eliminação na Libertadores, Ronaldo já não tinha o mesmo prazer em campo.

A chegada do amigo Roberto Carlos ajudou a levar o ano. Assim como a partida desse mesmo amigo (pra ganhar seus trocos na Rússia) o ajudou na decisão de deixar o futebol definitivamente.

A aposentadoria não vai ser como ele imaginou. Chamado de ex-atleta (e agindo como tal, justiça seja feita), ele sai do futebol em seu pior momento no Corinthians.

Daqui uns anos, não vai ser isso que será lembrado. Ronaldo já fez tanto pelo futebol, já superou tanto, se superou tanto, que quando se falar no fenômeno, vai ser sua história como maior goleador das copas, como um dos maiores jogadores do Brasil.

Ro-naldo, brilhando muito no Corinthians

Mesmo no Corinthians. Eu não pretendo lembrar das bolas perdidas, das piadas, de nada disso. Eu, corinthiana, vou me lembrar daquele gol magnífico na Vila Belmiro, na final do Paulista-09 (invicto!). Vou lembrar do seu gol na final da Copa do Brasil. Mais que qualquer desses gols, vou me lembrar daquele alambrado caído na comemoração do primeiro gol do gordinho pelo Timão.

Aos 47 do segundo tempo. Contra nosso arquirrival, o Palmeiras. É disso que eu vou lembrar.

E é triste quando vemos um grande atleta parar. Principalmente se essa pessoa fez parte não só da história, mas da nossa história. A gente viu o Ronaldo jogar. Não me lembro de vê-lo estourar, mas lembro dos seus gols na Europa. Lembro do seu show em 2002, conduzindo o Brasil ao penta.

É um pouquinho de nós, que gostamos e acompanhamos o esporte, que para com ele. Mas já é hora. Talvez já fosse hora há algum tempo. Ronaldo provou tudo que precisou provar e até o que não precisava. Mas tudo que é bom acaba uma hora, certo?

Que os últimos acontecimentos não manchem a admirável história que ele escreveu no futebol. Só fica a tristeza de que poderia ter sido de um jeito diferente. Poderia ter sido mais “épico”. Ainda assim, acabou. Agora ele vai brilhar muito em uma praia paradisíaca por aí…

Mas, claro, um craque como ele vai deixar saudades.

Merece aplausos.

Publicado por: Lê Scalia

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3 comentários sobre “Aos 34 anos, Ronaldo para de jogar

  1. Fiquei arrepiado.

    Ainda mais, quando posso dizer que eu vi sim, aquele alambrado caindo.

    #prasempreronaldo.

    sem mais!

    parabens pelo post lÊ!

    1. Gú, estou MORRENDO d inveja d vc hahahaha
      mooooooooooooorrendo. Que mara, viu?
      Valeu por comentar, querido 😉
      beiiijo

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