Quase lá…

Clint Eastwood. Eu ainda lembro de assistir De Volta Para o Futuro 3, quando Marty McFly adota o pseudônimo de Clint Eastwood quando volta no tempo para o velho oeste. Queria intimidar. Queria parecer o cara durão dos westerns spaghetti, que colocaria Jack Bauer e Chuck Norris pra correr.

The man with no name.

Realmente, por praticamente 3 décadas Clint Eastwood foi sinônimo de cara durão. O “homem-sem-nome” dos westerns spaghetti e o detetive Harry Callahan, o Dirty Harry, marcaram a primeira metade da carreira de Eastwood, fazendo dele um ícone de westerns e filmes policiais.

Porém, nos últimos 20 anos, Dirty Harry transformou-se no Mellow Clint. Desde que recriou os westerns com “Os Imperdoáveis”, mostrou sensibilidade em “As Pontes de Madison”, Clint não parou de tratar do homem humano, com seus erros e qualidades, suas relações complexas e os resultados destas. Ok, homem humano pode parecer meio trash, mas Dirty Harry, Jack Bauer e o escambau são bem pouco humanos, não acha?

Enfim, este mais novo filme de Clint Eastwood, “Além da Vida”, mostra toda a sua maturidade em fazer filmes que  fazem você sair do cinema pensando na vida (e, nesse caso, na morte). Com roteiro de Peter Morgan, de “Frost/Nixon”, e atuações ótimas, Eastwood dirige a história de três pessoas que são impactadas, de maneiras diferentes, pela morte.

Ok, não vou falar mais nada sobre a história, pois acho que até a sinopse do Cinemark tinha spoilers. Mas alguns momentos do filme são sublimes, sem exagerar no melodrama ou no clima de superprodução holywoodiana. O medo e o terror causados pela Tsunami, a cumplicidade de Matt Damon e sua parceira na escola de cozinha, além de outros momentos (veja o filme, melhor do que eu falar) são momentos incrivelmente bem dirigidos e representados.

Enfim, “Além da Vida” não é o melhor filme de Eastwood. Mas trata com leveza de um tema difícil, e se sai muito bem. Opiniões pessoais sobre a morte e o que vem depois devem ser pensadas à parte, pois cada um tem sua opinião (a minha inclusive é diferente da retratada no filme). Mas mesmo assim gostei desse filme e recomendo. Assim como recomendo todos os filmes dirigidos por Eastwood, um cara que tem 80 anos de maturidade para dirigir filmes. E faz isso muito bem.

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10 comentários sobre “Quase lá…

  1. Eu não tenho opinião nenhuma a respeito de nada que passa no filme, mas concordo plenamente com a sua análise, dan! O filme tem momentos subliiiimes mesmo e eu chorei sem parar. ahahahaha Ah, e, noooooossa, o momento tsunami é TEEEENSO!

    Ah, gente… Para falar bem a verdade para vocês, eu não acredito em nada, só no Chico Xavier. ahahahahahaha

  2. haha, tem um botão, do lado do botão de correção ortográfica, que faz isso… acho q vale a pena, para ficar mais fácil de navegar pelos posts na home… se alguém quiser ler um post, entra nele. Se não quiser, não precisa fazer o scroll down em toda a página para ver o próximo post. Legal, né?

  3. Dan, mto bom o post.
    Destaco a parte do tsunami… tive mta agonia com aquilo. Fiquei impressionada!
    Clint mandando benzão 🙂
    (e o Matt Damon envelhecendo hahaha viu a mechinha branca?)

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