Oi, paulistas.

Ho, hey ho!

Eu não sou a maior fã de Beatles que eu conheço. Não sou a maior fã de Beatles que você conhece. Mas eu gosto bastante deles, das músicas e do legado que eles deixaram na história da música. Eu não conheço, de cor e salteado, todas as letras dos Beatles. Não sei detalhes da vida deles, nem sei citar a discografia completa. Mas mais do que tudo isso, eu gosto de música. E isso foi motivo mais do que suficiente para me levar ao Morumbi, para ver Up and Coming Tour.

Say we’ll be together ev’ry day, got to get you into my life…

 

 

“Uma chance única na vida”, eu pensei. A oportunidade de ver um ex-Beatle, no que provavelmente foi seu último show no Brasil. E valeu a pena cada centavo. Valeu a pena as quase 2 horas no trânsito para fazer um caminho que, na volta, demorou por volta de 15 minutos. Valeu o trauma de voar (é, eu passo mal). Valeu ficar quebrada por isso. Valeu chegar em Curitiba e ir direto pro trabalho, acabada. Valeu pagar quase o preço do ingresso no estacionamento. Valeu tudo.

The long and winding road that leads to your door…

Como só consegui ingresso – graças à minha amiga Nê, e fica aqui minha gratidão – para o show de segunda-feira (o 2º em São Paulo), peguei algumas pequenas mudanças no repertório. As principais estavam ali, mas logo de cara saíram Venus and Mars/Rock Show e a abertura foi ao som de Magical Mistery Tour. Fora isso, não foram muitas alterações. E eu gostei das músicas que entraram, embora também gostasse das que tiveram que sair. De surpresa mesmo, teve Bluebird.

All the lonely people, where do they all come from?

A banda é uma atração a parte. Principalmente quando chega a hora de Dance Tonight, quando o show é todo do baterista  Abe Laboriel Jr. Se você viu o show transmitido pela Globo no domingo (21/11), percebeu que ele toma conta. E é realmente bem divertido. Até consegui ver um pouquinho do palco nessa hora, porque ele fica no alto e rouba toda a atenção.

You don’t know how lucky you are, boy, back in the USSR…

Eu tive medo de desmaiar por causa do aperto e do abafamento, não vi nada do palco – posso ter visto o Paul por algumas frações de segundos, quando pulei – e só dei de cara com um tapume de quase 3 metros que separava a pista prime do ‘resto’. Os portões abertos levavam você diretamente pra lateral do palco e, com a aglomeração, era impossível ir mais pro fundo. Logo, eu resolvi ignorar meu mau humor e curtir o telão, o som impecável e atmosfera.

You may be a lover but you ain’t no dancer, helter skelter…

Um do momentos mais emocionantes foi, com certeza, quando ele cantou Something e fez uma homenagem ao amigo George (Harrison). Não só porque a música era uma das queridinhas, mas porque foi realmente muito legal.

E, pra mim, foi também lindo quando Paul tocou Here Today, e a ofereceu a John Lennon (pelo que entendi, McCartney fez a música pra ele). Eu, que já gostava da música, gostei ainda mais. É nostálgica, sincera e fofa.

Didn’t understand a thing, but we could always sing…

E se for pra destacar mais emoções, não tem como deixar de fora Give Peace a Chance, que veio grudada com A Day in the Life. Foi, na verdade, excepcional. Pouco mais de 60 mil pessoas cantando juntas, entoando, como se fosse um hino. No telão do palco, o símbolo da paz (aquele mais famoso mesmo, o da Campanha de Desarmamento Nuclear… ou simplesmente aquele da ‘paz hippie’).

All we are saying is give peace a chance…

Let it Be foi lindo, como eu já esperava que fosse. Talvez fosse a música que eu mais esperava, aquela pela qual eu tenho mais carinho… e foi genial. Ao piano, quase no fim do show. Aliás, é uma sequência pra ninguém botar defeito. Let it Be, seguida pelo show pirotécnico – momento mais rock’n’roll do show – de Live and Let Die e terminando com Hey Jude. E, por um longo momento, o estádio fica ao som de “nanananananana”. O Paul vai, sob o som do seu trauma, o nananana (imaginem o quanto os fãs não desestruturam ele com esse nanana). Mas logo ele volta para o primeiro bis da noite.

And when the broken hearted people
Living in the world agree
There will be an answer:
Let it be

O carisma de Paul é indiscutível. Suas poucas palavras em português, a maioria delas ensaiadas ou escritas em um pedaço de papel (“Essa música eu escrevi para minha gatinha Linda, mas essa noite ela é para todos os namorados”) eram carregadas de sotaque e simpatia. É fácil ver porque ele se tornou um dos maiores músicos da história. Não só pela competência como compositor ou como músico completo, mas pela simpatia e atenção. Ali, no palco, é tudo muito natural para ele, e o fôlego desse Sir de 68 anos é de causar inveja. Tanto é que é verdade o que ele disse ao Fantástico… não para nem pra beber água. Pelo menos eu não vi. Se bem que eu não vi, de fato, muito.

Oh, I believe in yesterday…

“Oi paulistas” foi a primeira de muitas frases. Mas, com certeza, o destaque fica para a rima que o divertiu durante o início do show “Tudo bem in the rain? Tudo bem in the rain..?“. Algumas outras coisas ele disse em inglês mesmo, como quando contou que a guitarra na qual iria tocar Paperback Writer é a mesma guitarra com a qual ele gravou a música originalmente.

Sense of wonder, sing your praises…

E se falamos sobre o que Paul andou falando no show, não posso esquecer da brincadeira do “Ô São Paulo…”. A gente chegou à conclusão de que ele estava testando as pessoas. Começou com o “ÔôÔ São Paulo..”, progrediu pro “Oh yeah, São Paulo” e teve suas variantes, sempre repetidas com fidelidade pelo público. Passou pelo “Yeah, yeah São Paulo” e por muitas outras onomatopéias, até que chegou no “Roar São Paulo”. Daí, nem ele entendeu mais o que ele disse, algo como “%¨@¨!&!(*)(#* São Paulo”, e a galera lá, firme e forte. Era tudo festa.

Hey, Jude, don’t make it bad, take a sad song and make it better…

Enfim, é muita coisa pra dizer. Não dá pra falar de tudo. Minha amiga, que me fez companhia e que animou comigo, disse que o show foi irretocável. Eu poderia dizer também, mas a minha opinião não vale tanto quanto a de uma quase graduada do curso de Música da USP. Falou que conseguiu ouvir cada instrumento perfeitamente. Bom eu só ouvi a combinação, mas achei o máximo, haha. E talvez a música que mais me divertiu seja a básica Ob-La-Di, Ob-La-Da.

Obladi, oblada, life goes on, bra…

No fim das contas, o que eu posso dizer? Foi maravilhoso. Quando a segunda música começou, All my Loving, acho que todo mundo se deu conta de que era mesmo um ex-Beatle que estava ali na frente. É quando você se toca que é mesmo o PAUL MCCARTNEY ali tocando. Olhei pro lado e tinha uma menina chorando. Olhei pro outro, um cara mais velho, cantando a plenos pulmões. Todo mundo junto, o mesmo sentimento. Sem importar a idade, se é homem ou mulher. Coisas atemporais. Coisas que só clássicos como Beatles são capazes de fazer.

All my loving I will send to you…

Tive que sair no final do segundo bis, pouco depois que o Paul voltou ao palco com uma bandeira do Reino Unido e uma do Brasil, levando todo mundo à loucura. Enquanto eu deixava o Morumbi, ainda ouvia…

We’re Sgt. Pepper’s Lonely Heart’s Club Band
we hope you have enjoy the show
Sgt. Pepper’s Lonely Heart’s Club Band
We’re sorry but it’s time to go…

Inesquecível :].

(Vídeo de agradecimento do Paul aos fãs brasileiros e argentinos :} )

Publicado por: Lê Scalia

Anúncios

13 comentários sobre “Oi, paulistas.

  1. Oi, Gaúchos! foi o que eu ouvi. hehe

    Estou toda arrepiada só de ler. Foi realmente uma oportunidade única! No dia seguinte deu até uma deprê, um aperto no peito do tipo: “Meu, acabou…agora nunca mais!!! Mas eu quero maaaaais!” hehe a sensação que eu tenho é de que posso ir em quantos shows eu quiser na minha vida, nada vai superá-lo… até pelo que Beatles significa pra mim e tal. Melhor do que isso só se tivesse os 4 hehe. Bom, vc deve ter me visto floodando a timeline do twitter com meus comentários né, então fico por aqui pra não me tornar repetitiva ahuahuuahua

    Beijão!!!

  2. Foi msm inesquecivel. Acho que não vou ver um show tao impecável assim tao cedo!
    Ah e sua camera está sã e salva, esperando para ser transferida de volta hahah
    saudade!!

  3. Lê, legal, muito legal, são oportunidades únicas que realmente não podemos perder, infelizmente não (Papai e Mamãe) fomos, mas tudo bem, com certeza outros virão, mas, decidimos que iremos passar 03 (três) dias com vc e TEM QUE SER EM CURITIBA, que tal MADALOSSO????, iremos no dia 25 de fevereiro de 2011 (sexta-feira) e voltaremos no dia 27 de fevereiro de 2011 (domingo), ok, já até fizemos o roteiro, bejim Papai

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s