Especial Panamá – A loucura do transporte público

Para os que pensam que o Panamá revolucionou o transporte marítimo devido a seu Canal, conheçam estas maravilhas de seu transporte terrestre: los Diablos Rojos, los taxis panamenhos e las Chivas.

Diablo Rojo: exterior, dia.

Los Diablos Rojos: experiência cultural panamenha

Assim são chamados os busões do Panamá. É um ônibus escolar americano totalmente customizado. A lataria é cheia de grafites e desenhos coloridos, enquanto o interior está cheio de luzes piscantes azuis e vermelhas, adesivos, plumas e qualquer outra quinquilharia decorativa. A noite, você pode confundir este veículo com um puteiro uma casa de festas, já que as únicas luzes que este veículo mantém acesas em seu interior são as ditas piscantes azuis e vermelhas. Toda essa experiência cultural está ambientada com muito reggaeton a último volume, é claro.

$$$: você só precisa pagar 25 centavos de dólares por toda esta festa e que o pagamento é efetuado na saída.

Diablo Rojo: interior, noite.

 

Los taxis: seletivos, baratos e coletivos

– Amigo, cuanto vale hasta la Cinta Costera? – pergunta um turista inocente a um taxista.
– U$ 3,00, pero yo no voy hasta allá – responde o panamenho, e acelera seu carro, quase arrancando a cabeça do pobre turista.

Em qualquer lugar do mundo, você escolhe qual dos táxis da rua vai te levar até onde você quer. No Panamá, não: os taxistas escolhem se querem te levar até lá. Se for muito perto, muito longe, muito difícl de chegar, muito isolado, muito no meio da cidade, ou qualquer outra lorota, eles não te levam e tá acabado. Ainda, os táxis não possuem taxímetro, então você tem que saber negociar: o preço varia com a distância e com a quantidade de pessoas que ele leva. Ou seja, ir a um lugar sozinho custa U$4,00, e com três pessoas custa U$6,00, por exemplo.

Detalhe importante: não se assuste se você estiver em um táxi e o taxista parar no meio do caminho para que outro cliente suba no táxi. Come on, não seja tão egoísta! O fato de estar pagando pela corrida não significa que o táxi é exclusivamente seu durante o percurso.

$$$: táxi é muito barato no Panamá, ou muito caro no Brasil.

 

Las Chivas: ¡Que chiva una Chiva!

O povo panamenho, não contente em colocar reggaeton e pisca-piscas em seus busões municipais, resolveram retirar os bancos do veículo e transformá-lo em uma festa em movimento. Chamaram este invento de Chiva, um ônibus-festa open-bar, que, obviamente, trilha toda a cidade durante as abafadas noites do Panamá.*

* Existem Chivas em outros países da América Hispânica, como em Guatemala, e nem o Google soube me responder qual a origem de esta zona toda.

Infelizmente não consegui ir a uma Chiva, mas pelo que contam, estas festas se resumem a: muita bebida, sauna, aperto e pessoas vomitando pelas janelas… Que chiva/tuanis/chevere/chido/chingón/padre/pichudo/bacano una Chiva, han?

$$$: se não estou louco, uma Chiva custa entre U$15,00 e U$20,00.

Transporte público no Panamá: definitivamente uma experiência cultural. ¿Que xopa, man?

Publicado por Tiago Pizzolo

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3 comentários sobre “Especial Panamá – A loucura do transporte público

  1. UHAUHAUHAUAHAUHAUAHUAHAUAHUAHAUA!
    ri demais, Ti!
    ri porque não é comigo, né! hahahahaha
    pq, confesso, eu não sirvo pra isso não… de jeito nenhum! hahahahahaha!

  2. Eu fui numa chiva na Colômbia! Foi muito legal!! Com a galera da AIESEC que tava lá pra uma conferência (ou seja, muitos gringos bêbados, muita música, muita bebida!)

    E eles não tiram tuuudo que tem dentro do ônibus, só os bancos… ou seja, aquelas hastes metálicas que servem pra tu se segurar dentro do ônibus continuam lá… (resultado: muita gente dançando “pole dance”)

    E a chiva que fui percorria a cidade (Bogota), passava por várias ruas super movimentadas… até chegar numa festa, onde nos deixou, pra continuarmos a noite!

    É divertido, mas como os motoristas de transporte público lá eram tão bons quanto os da Costa Rica (!!!), eles davam aquelas freiadas bruscas e a galera caía, derramando toda a bebida no chão… 😛

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