Os efeitos colaterais do reggaeton

Mescla de reggae, dancehall e hip-hop, o reggaeton é uma praga que surgiu nos anos 70. Quando cheguei na Costa Rica, pensei que esta forma de arte tinha nascido em Porto Rico e que Betty a Feia era mexicana. Ignorante, errei nos dois: esta é colombiana e aquele é panamenho. Indiferente de quem pariu o filhote, hoje se você resolver visitar qualquer país latino, não vai conseguir fugir deste estilo musical.

Não é exagero, é extremamente difícil encontrar um ambiente reggaeton free na América Hispânica. E claro que este excesso de exposição tem suas consequências. Analisando o comportamento de nativos, podemos concluir que o reggaeton tem alguns efeitos colaterais:

Pode causar atrito, esfregamento, frotação, ou como queira chamar você, entres as pessoas.

É incrível como as pessoas esquecem que estão em público quando dançam reggaeton. Mulher na frente, homem atrás e começou o movimiento. Mas não se anime muito, é um ritmo microondas: esquenta, esquenta, mas quando quando acabar a música todo mundo volta para sua gélida realidade e finge que é alguém de família.


Escutar reggaeton muitos anos faz você esquecer que existem outros ritmos musicais neste mundo.

Não existem rock, pop, reggae ou black quando existe reggaeton em uma playlist. Se o reggaeton está rolando, trocar de ritmo pode ocasionar lesão. Para os que gostam de arriscar sua vida, estratégia interessante é programar a próxima música com algo totalmente não reggaetoneiro (detaque para a palavra próxima). Assim, o aparelho de som mudou de ritmo sozinho, não existem culpados.


O fato que todas as músicas são iguais com torna-se imperceptível.

Daddy Yanke, Wisin y Yandel, Tito el Bambino, Calle 13 e Don Omar são artistas altamente criativos e inovadores, todo reggaetoneiro sabe disso. Para os não acostumados, tudo é a mesma vara.


Você pode escutar a mesma música por anos e também não perceber.

Somente nos anos 90 este estilo foi batizado com o nome reggaeton. Antes, o cujo era chamado de reggae em espanhol. Ou seja, é um ritmo razoavelmente novo, o que nos faz pensar que não exitem tantos reggaetoneiros bons para atender esta demanda/necessidade latina de dançar apretadito. Resultado:  o ciclo de vida de um reggaeton é extremamente extendido. Um exemplo claro: Lo que pasó, pasó, uma música de 2004 que sempre marca presença por aqui.

Com ou sem efeito colateral, não importa. Quem não viveu reggaeton, não viveu aqui.

Publicado por Tiago Pizzolo

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5 comentários sobre “Os efeitos colaterais do reggaeton

  1. No Chile em janeiro de 2009 só dava Daddy Yankee nas pistas mais badaladas de Santiago.
    Eita coisa boa se soltar ao som do reggaeton num lugar que ninguém te conhece! heheheh

    Ainda hoje quando o pessoal se encontra para um “revival” sempre rola “Lo que passo, passo…”

    bjoks

  2. hahahahaha, ti… vc tbm dança? Já tá melhor que no forró? HAHAHAHA, estou disposta a aprender o reggaeton qnd estiveres de regresso hahaha.
    Gente, eu conheço esse Daddy Yankee soh n sabia q ele era isso aí hahaha
    (esse ritmo parece tão… estereótipo!!!)

  3. Minha amiga colombiana me mostrou um que tem partes em português… Alguma coisa com Kuduro… Dêem uma olhada!
    Beijinhos!

  4. é Ti, fazia tempo msm que vc não escrevia(eu nem sempre comento, mas sempre leio)

    Conheci o reggaeton quando morava na Florida-EUA…se bem que não há nada mais latino que um bando de porto riquenhos por toda parte!!..heh

  5. Caram Reggaeton eh muito popular e forte na America Hispanica. No meu tempo na Colombia so dava isso, e, na verdade, eu adorava….ficave impressionado como os namorados nem ligavam quando as namoradas dancavam com outros caras…no Brasil, daria morte na certa. No comeco ate tinha medo quando alguem com “novio” me convidava pra bailar!!! hahahah mas eh muito bom….

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