Uma Noite em 67, em 2010

Confesso que só fui me interessar em assistir o documentário “Uma Noite em 67” por demanda de uma disciplina da faculdade. Não fosse por isso, talvez levasse anos para ouvir falar do primoroso filme dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil. Não sei se isso é só ignorância minha, mas a produção de filmes documentais por aqui não é lá muito divulgada – ou ainda, difundida.

Não é essa a questão. A questão é que, impelido pela faculdade, fui ao cinema assistir o documentário. E gostei muito! O Festival de Record de 1967, reconstruído pelos diretores, é um acontecimento histórico daqueles que marcam uma geração, e fica vivo na memória dos que viveram aquilo. Veja o trailer:

Sei lá, eu muito viveria os anos 60 pra ir num show do Caetano (feio pra burro, naquela época, inclusive), fazer parte de política esquerdista e sair na rua combater os milicos. Talvez também por isso tenha gostado tanto de “Uma Noite em 67”. De qualquer forma, a reconstrução do Festival criada pelos autores do filme é bastante interessante.

Por meio de um caminhão de imagens do Festival, inclusive a execução completa das cinco músicas melhor colocadas, e de depoimentos colhidos recentemente dos principais personagens que fizeram tudo aquilo, os criadores do filme conseguem estabelecer um diálogo muito divertido entre o passado e o presente.

Algumas coisas são impagáveis: a simpatia bem humorada de Chico Buarque, as ideias transcendentais do Gilberto Gil e a lamentação de Caetano Veloso de “Alegria, Alegria” ter marcado tanto a sua carreira.

Reprodução

Bem, o que eu quero dizer é que vale a pena sair de casa, ir no cinema e pagar um ingresso para ver um documentário brasileiro. “Uma Noite em 67” foi bem recebido pelo público e pela crítica, e é recomendado por este humilde blogueiro.

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Links Relacionados:

O Estado de S. Paulo – “Uma Noite em 67” revive festival de música da Record

Uma Noite em 67 – Site Oficial

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4 comentários sobre “Uma Noite em 67, em 2010

  1. não achei o Chico Buarque nem um pouco simpático, Sobota! uahauhauahauhauahauahahuahua onde já se viu não lembrar a letra de uma das músicas mais importantes e de maiores sucesso da sua carreira??????

    entre caetano, gil e chico…. olha, acho que o que tá mais melhorzinho da cabeça é o Caetano! AUHAUHAUHAHUAAUAHUAHUAUHA! O Gil só dava risada e o Chico não sabia responder as perguntas! auhauhahuahuauua só o Caetano conseguiu dar depoimentos relevantes! uahuauhahauauhua!

  2. ahhhh, eu adorei esse filme! Também senti isso que o Gui falou… “eu muito viveria os anos 60 pra ir num show do Caetano fazer parte de política esquerdista e sair na rua combater os milicos”. MUITO. ahahahahaha É um retrato da nossa história contato só pela musica. Ah, cara. Gostei muito hahahaha

    Olha, eu conheci o Chico Buarque, ao vivo, em pessoa, e posso dizer que ele não é nem um pouco simpático mesmo. Nõa sei, não… não lembrar a letra da musica pode ter sido só um charminho. O Gil ‘parece que tá dando tilt depois de sabe deus o que, e o caetano, ainda que eu não concorde com vááááárias coisas que ele diz – não no filme , parece o mais sensato… ahahaha

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