Promo x Com

Como nossos leitores já sabem, os Biscoitos são estudantes de publicidade e propaganda. Eu não sei como acontece nas outras universidades, desculpem a minha ignorância, mas na Federal do Paraná, quando chegamos ao 6º período, temos uma matéria que chama Estágio Supervisionado em PP. Acontece que você tem que se matricular, porque é uma matéria obrigatória, e encontrar um estágio. Dependendo do “ramo” da publicidade em que você escolhe estagiar, um professor é indicado para acompanhar as suas atividades. O que, nem sempre, é um processo exato.

Resumindo: nós temos que fazer o estágio. Caso contrário, não nos formamos.

Eu, quando estava terminando o 5º período, comecei a especular um estágio, para começar no período seguinte. Entre idas e vindas, algumas indicações fortes e muita boa vontade do dono, eu caí em uma agência de promo. E isso foi um problema. De início, pelo menos. Porque eu nunca tinha pensado nessa “possibilidade”.

A maioria dos estudantes de publicidade, pelo menos os que eu conheço, querem fazer parte de uma agência de Com. Eu também. Mas, tem algumas lições que eu tenho tomado no Promo que gostaria de dividir com vocês.

As diferenças

Bom, no promo, a coisa é bem mais exata. Quando um cliente procura a agência para fazer um evento, ele geralmente tem um propósito bem claro, um problema bem específico que ele precisa resolver. E, melhor de tudo, com um público-alvo extremamente definido e com características marcadamente determinadas.

Por exemplo. Eu não sei se posso dizer os nomes, então vou tratar como um case genérico. Um banco de rede internacional, muito grande, famoso e respeitado, procurou a agência em que eu estagio no final do ano passado. Aconteceu que eles resolveram adotar uma estratégia única, para todos os setores de Rh, tanto em agências aqui no Brasil, como nas do exterior. Todos os setores de recursos humanos deste banco, então, do mundo inteiro, passaram a adotar os mesmo procedimentos.

Conseqüência: os funcionários foram meio que redistribuídos. Os que mais se destacaram mudaram de agência, de estado muitas vezes, para liderarem os novos métodos de ação do Rh – falando a nivel de Brasil. Aí, o que acontece: formaram-se equipes híbridas. A mudança do procedimento por si só já causaria um certo desconforto. Quando mudaram também as equipes, nasceu um problema ainda maior.

Quando a agência promocional aqui foi procurada, então, o que o representando do banco falou: mudamos as diretrizes do Rh, algumas partes das equipes e isso gerou um certo desconforto que pode ser prejudicial para todo o setor. Só que a gente não vai mandar ninguém embora, pelo menos por enquanto. Então, eu preciso dizer para esses meus funcionários que vai ficar tudo bem.

Viu? Tudo é extrema e exatamente definido. Objetivo: dizer que a gente está adotando um jeito novo de trabalhar, mas que vai ficar tudo bem com todo mundo. Para quem? Para os funcionários de Rh, que são pessoas assim, assim e assim– eles disseram o perfil exato quando entregaram o brief.

Como convencê-los de que vai ficar tudo bem? Aí entram palestras, dinâmicas, o próprio conceito do evento, e uma série de outras ferramentas.

E se fosse um job de Com?

Muda totalmente de figura. Muito provavelmente esse não seria um job de Com. Mas, só para ilustrar, e cumprir o meu objetivo com o post, seria mais ou menos assim: teríamos que falar com todos os clientes do banco, do mundo inteiro. Todos. Que tem apenas uma característica em comum: são clientes do banco. Esse não poderia ser um job de Com, também, porque uma mudança de procedimento como essa não deve interessar aos clientes do banco, entende?

Enfim. O que eu queria dizer mesmo, é que a diferença entre um e outro são os problemas que os clientes têm que resolver. Muitas vezes, um cliente de Com não sabe onde está o problema quando procura um agência – isso eu sei por meio de leituras -, o que dificilmente acontece com o promo. Neste caso, sabe-se que tem o problema, só não como resolvê-lo, o que é o papel da agência. E, também, a especificidade do público-alvo, que é muito maior em promo. Mesmo porque, comunica-se com um grupo muito menor.

Olha só, para ficar mais claro: o mesmo cliente em um job de promo, e outro de Com.

É bem comum fazer eventos quando tem uma linha nova de produtos, para os distribuidores e revendedores conhecerem melhor os produtos. Nessas ocasiões, sempre se encaixa alguma coisa motivacional para alavancar as vendas.

Agora, olha a natura sob a ótica da Com.

Ah, gente. A nossa profissão é o máximo, não é? Adoro.

Publicado por gabimateos.

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5 comentários sobre “Promo x Com

  1. Gente, eu A-DORO essa propaganda da Natura! O texto é sensacional, e ficou simples de fazer pq o texto dela é muito bom!!!!

  2. Natura é cool hahaha
    faz até merchan na novela da globo..
    enfim, gabi eu acho que os problemas tbm são diferentes qnd se procura agência de promo e d com. Acho que na maioria das vezes são distintos msm… mas legal saber haha eu não conheço mto sobre promo :]

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