Eleições presidenciais na Costa Rica

É tempo de eleições presidenciais na Costa Rica.

Na Costa Rica, assim como em muitos países, elege-se um novo presidente cada quatro anos. Para o candidato conseguir levar a coroa no primeiro turno, precisa alcanças os 40% mais um dos votos válidos. Diferente do Brasil, aqui existem dois vice-presidentes e a reeleição é inconstitucional. Ainda, o voto não é obrigatório. Como são poucos, os partidos políticos não estão vinculados a números, logo não existe PBS 21, por exemplo (e não me pergunte como é a eleição para deputados).

Meu contato com campanhas publicitárias é  através de televisão e mídia externa. Nas telinhas, nunca encontrei horário político obrigatório, somente propagandas de 30s no meio da programação. Quando resolvem falar de alguma coisa, o ponto de pauta de todos é um só: segurança pública (se estiver tão ruim quanto a oposição fala, estou fu%#&@zilado – calma pai, calma mãe).

No país também não existe coligação partidária, cada partido lança seu candidato. Talvez por isso, nunca vi um vice-presidente em alguma propaganda. No Brasil, o vice costuma representar o segundo partido mais forte da coligação. Aqui, os vice-presidentes são do mesmo partido que o presidente, logo, não possuem tanta força convergente de votos política.

Foi dada a largada!

Os ticos aqui dizem que o presidente é mera figuração. Então, concorrendo neste casting, apresentamos os quatro principais candidatos a figurante:

Laura Chinchilla: sucessora do atual presidente Óscar Arias, representa o PLN (Liberación Nacional). As pessoas não costumam gostar muito da figura Chinchilla, mas muitas dizem que votarão nela porque o país melhorou muito nestes quatro anos. Com seu slogan “Adelante”, possui a melhor propaganda política do país (visualmente falando), porém propostas bem vagas (como todos os candidatos). “Para la niñez, cuido. Para la juventud, educación. Para las personal adultas, trabajo bien remunerado. Y para los adultos mayores, una vida digna”. Bravo, Laura.

Otto Guevara: do PML (Movimiento Libertario), é o principal adversário da candidata roedora. Representa a contradição. Possui um discurso populista e aparenta ser um candidato de esquerda (perguntei para os nativos e, para eles, Otto é de esquerda), no entanto propõe dolarizar a economia do país. Conforme o site do PML, seu partido é centro reformista, porém “defiende, divulga y promueve las ideas y los valores del liberalismo”. Para melhorar a educação, sua proposta é distribuir computadores portáteis (reparem no vídeo a qualidade do aparato) para os estudantes, o que me parece escambo de voto por computador. Para mim, é um direita em pele de vermelho (cor, claro, de seu partido e sua campanha).

Otton Farias: ex-PLN, desfiliou-se, afiliou-se  PAC (Acción Ciudadana) e se lançou cadidato. Possui uma campanha televisiva agressiva, tudo que faz é atacar seus adversários através de bonecos marionetes. Por isso, foi  criticado pela mídia e pelos cidadãos. No entanto, aqui na Costa Rica, somente de seu partido recebi folhetos com propostas.

Luis Fishman: a pior campanha política que já vi. Seu slogan “El menos malo” me proporcionou muitos risos (que estratégia é essa?). Não satisfeito com a cagança, lambuza com seu jingle bizarro. Ok, agora sim, com suas grávidas cantantes, me passou confiança, pescador.

Como podemos perceber, que venha o que vier, estamos em boas mãos.

Publicado por Tiago Pizzolo

 

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17 comentários sobre “Eleições presidenciais na Costa Rica

    1. haha, nao nao, ele nao aparece no vídeo.
      eat ai outra bizarrice: muitas propagandas nao aparecem os candidatos! tipo, umas do otto guevara, no início, so metiam o pau na laura/atual governo (mostrando varias imagens da laura) e depois assinavam com o nome deles… enfim.

  1. Ok.. a da Laura é a que tem mais cara de propaganda política… tipo, ela tá mesmo brigando pela eleição… o Otto é aquele que acha que tá enganando né.. se não fosse o computador colorido e de brinquedo! uahauhauahauha
    maaaaaaas eu achei muito engraçado o das maionetes… é uma boa ideia pra se atacar um adversário! uhauahauhaauhaua mas pelo jeito o papel desse candidato é só atacar né! uahauhauhaauhauhaua

    1. eu até acho que o otton tem boas intençoes, haha.
      mas quando eu vi a propaganda da marionete eu pensei “nao voto mais nesse cara”… ou seja, eu até tinha pensado que ele era o “menos malo”… haha, ok, eu nao voto mesmo.
      a laura ta muito mais profissa nas campanhas dela. gostei dela no debate que teve semana passada na tv tbm. hoje foi o último domingo antes das eleiçoes, dia 07, e lá no meio do centro tava ela e seu comício. muita gente, galera VENDENDO chaveiro da laura, boné da laura, sombrero da laura, etc etc. e muita gente vestida com tudo isso, em verde e branco.
      acho que leva fácil ela…

      1. Vim corrrendo pra ler esse post.
        Primeiro morri de tanto rir com as campanhas. E ainda tem gente que diz que politica não é divertido. Depois tenho que dizer que adorei seu jeito de escrever Ti ( sim, primeira vez que to lendo seu blog, sorry)
        hehehe

        Bom, saudades vou acompanhar mais sua jorney, promise!
        beijo

  2. Thiago,

    Política não deveria ser profissão! Sempre digo não à reeleição ! Ao dizer reeleição, não estou somente falando sobre o presidente se reeleger presidente, mas estou falando sobre o vereador não poder se eleger ( ou melhor, reeleger) futuramente para deputado, por exemplo. Ou do senador eleito , após seu mandato, não poder tentar uma eleição ( ou melhor, de novo, uma reeleição) para governador, etc etc etc.. O político de hoje em dia só trabalha em busca de seu próprio benefício e não trabalha para representar a opinião do povo que lhe colocou lá! Seu motivo é apenas a de impressionar os eleitores para conquistar votos. O fim da reeleição em todos os cargos eleitorais é uma proposta para acabar com essa mentalidade dos nossos representantes políticos. Pense sobre isso. O PRVP apóia essa idéia. Acesse o site e tenha mais informações: http://www.prvp.org ..

    1. Eu tb sou contra re-eleição, mas só esse tipo de re-eleição que a gente tem hoje no Brasil. Sou a favor de um sistema igual em alguns países da Europa, com um mandato único de 5 anos, por exemplo. Mas banir todos os tipos de re-eleição como vc disse é um radicalismo que chega a ser estúpido. Veja só: primeiro que um dia, muito em breve, iríamos ficar sem opção de candidato; isso levaria outras pessoas a se candidatarem, talvez até um “rodízio” na população. E isso levaria pessoas inexperientes ao governo. É um tiro no pé. Concordo quando vc diz que política não deveria ser profissão. Não mesmo. Política é vocação. Por que iríamos impedir alguém com vocação para a política de se re-eleger? Se a pessoa é competente, a melhor coisa que nós temos a fazer é deixá-la atuar no governo, por nós. Melhor do que colocar inexperientes em cargos de tanta responsabilidade.

      1. Assunto complicado, galera.

        Para mim, antes da re-eleicao, o problema esta no orgulho tosco-burro-egoista dos partidos, já que quando o governo muda e outro partido entra no poder, costumam jogar muitos projetos no ralo, nao dao continuidade em coisas que já funcionam, etc etc. Tudo para nao credibilizar acoes de adversarios…

        E para mim também, a política deveria estar mais concentrada nos partidos, e nao nas pessoas destes partidos… tipo, partido X defende esta ideia, voto nele por isso. É por isso que Enéias levava consigo muitos outros candidatos, porque na teoria, vota-se pela idéia (ou ideal) do partido do Enéias. Mas nao é bem assim que funciona…

        Enfim, 4 anos é pouco para fazer grandes mudancas. Mas política nao é profissao, absolutamente.

      2. Nesse ponto eu admiro a política dos EUA. Só nesse ponto auhauhauhauaha
        Assim, lá vota-se no partido, independente do candidato… e é o certo… é a representatividade da representatividade. E representatividade é o princípio da política democrática. No Brasil, a coisa ainda é paternalista. As pessoas se identificam ou não com o fulano candidato, não estão nem aí para as propostas. E o governo é essa bagunça! uahauhauhau Tem horas que eu prefiro o parlamentarismo, onde o Governo e o Estado são claramente diferenciados, cada um com seu papel.

      3. Exatamente!
        Nao entendo muito sobre parlamentarismo, confesso, mas agora vou até buscar mais informacoes. Vai que é solucao? huahahuuheu.
        Poutez, o jeito é a gente virar político, Lu. Se tu virar presidenta, quero ser ministro (educacao, relacoes exteriores, economia ou cultura, que acha?) Se for eu o presidente da vez, qual voce quer? (ja tenho um nome para a educacao, pedido de anos, entao acho que este nao rola…) haha.

      4. uahUHAUhaUHAuha
        eu não quero ser presidente, Ti… hahahaha
        se vc for, eu posso trabalhar na sua campanha! 😉

      5. Mas então, voltando.
        No Brasil, a gente tá acostumado a achar que Governo e Estado são a mesma coisa, porque eles são representados pela mesma pessoa, o presidente da república. Em países parlamentaristas, o Governo é representado pelo 1º Ministro e o Estado é representado pelo presidente da república ou pelo rei/rainha, no caso de monarquias parlamentaristas. É muito mais claro. Não sei como funcionam as eleições… não tenho certeza se há eleições para presidente… pq a monarquia não tem eleição para o rei auhauhuaha mas é muito mais claro, são 2 trabalhos feitos por 2 pessoas diferentes.

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