Os índios de 2154

Avatar se passa em um futuro nem tão próximo e nem tão distante. E embora possamos ver algumas grandes invenções, não é nada que possa ferir nossas expectativas de evolução neste 1 século e meio.

Mas o legal da história é analisar a civilização indígena do século 22. As comparações são intermináveis, e é quase impossível não se lembrar da história dos países colonizados, em especial da América Latina e seus Astecas, Maias e Incas (além dos nossos brasileiros, claro).

Assim como os índios que uma vez ocuparam nosso continente, os habitantes de Pandora são puros, andam meio nus, têm uma profunda ligação com na Natureza e seus deuses – ligação que no filme se torna literal –, e vêem no planeta um aliado poderoso, que deve sempre ser respeitado e querido. Fato reconhecível quando Jake, o protagonista, aprende a realizar uma “morte limpa”.

A população é composta por vários clãs, mas focada em um: os Omaticaya. Eles falam uma língua própria e têm nomes claramente indígenas. Também se pintam para momentos especiais, como a guerra, e são também repleto de rituais, como o de se tornar um homem, ou os rituais religiosos (têm até xamãs!). E é interessante ver como James Cameron transferiu acontecimentos de um passado longínquo para um futuro não tão remoto.

Além disso, os Na’vi são guerreiros. Fortes guerreiros. E sabe o mais interessante? Em pleno ano de 2154, eles lutam com arcos e flechas. A história se repete, certo? Armas altamente desenvolvidas, apoiadas na tecnologia x uma sociedade primitiva e que luta com arcaicas armas feitas da terra. A busca pelo ouro trocada pela procura ao unobtanium, metal encontrado nessa lua e que vale 20 milhões (ou bilhões, como a legenda preferiu) de dólares.

O mundo de Pandora é exuberante e perigoso. Como será que, por exemplo, os colonizadores portugueses se sentiram quando chegaram às florestas brasileiras? Aliás, não precisamos ir tão longe… basta dar uma olhadinha na Amazônia.

E sim, a história se repete. A busca pelo dinheiro destruindo natureza e civilizações. Fica o alerta de James Cameron quando, em um discurso inflamado, Jake diz: “Eles acabaram com o verde de seu planeta, não se importaram”. É uma história com intenso fundo moral… e eu, pessoalmente, achei bem legal.

Com toda a confusão de Copenhagen 15, não é difícil imaginar um futuro que possibilite Avatar.

Avatar, Jake & Neytiri

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Link:

Clipe da música do filme, “I See You“, de Leona Lewis.

Mais sobre os Personagens de AVATAR  e o fantástico universo de Pandora aqui.

 

Publicado por: Lê Scalia

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11 comentários sobre “Os índios de 2154

  1. aliááááás, lembrei de um outro filme – além dos óbvios que já comentamos – quando tava assistindo Avatar… lembrei de Apocalypto, do Mel Gibson, vc já viu??? uahauhauhauahuahauhauahuahauha

    ei, pq nesse cartaz tah escrito 16 de dezembro? uahauhauhauaha

    excelente análise, Lê! 😉

    1. eu tbm leeeeeembrei hahaha
      e lembrei d 10000 aC… mas n sei q hora lembrei hahaha
      n assisti ainda não Lú…

      e ti, sua desculpa pra ver 2D foi ótima hahahaha

      e valeu Lu :]

  2. Ainda não vi, mas se pá rola essa semana… E LETÍCIA, pra ficar de tititi no seu blog a senhorita entra na internet, né? AhuHAUhUAHA! Hunf!
    Beijinhos!

    1. huaUHShuAHUSuhaSUH fia, se você soubesse o q eu passei esses dias, não iria falar assim da minha nobre pessoa..! (HOSPITAL /drama on*)
      O RESTO DESSE COMENTÁRIO FOI ENVIADO NO SEU EMAIL.

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