2012

2012 (2012)

 

“It’s the end of the world as we know it.”

 

Caos. No enredo e fora dele. Talvez esse seja um modo de explicar o hollywoodiano “2012”. O novo filme do alemão Roland Emmerich, também diretor de “O Dia Depois de Amanhã” , “Independence Day” e “10 000 AC“, se divide entre o interessante e o exagerado.

2012
2012

Enquanto apresenta ótimos efeitos especiais, como quando vemos o Cristo Redentor caindo aos pedaços (ao som de um péssimo: “Meu Deus! Está despencando!” – simbólico¹?), ou, ainda melhor, a queda da Capela Sistina em cima de religiosos fervorosos (simbólico²?) [Falando em simbólico³ vale lembrar a rachadura dentro da Capela, separando Deus e o Homem].

Ao mesmo tempo, conta com cenas muito – mas muito mais – simples, nas quais há um certo desprezo, uma falta de capricho que prejudica o longa tecnicamente e que contrastam com as cenas grandiosas.

Aliás, na parte que se remete ao Brasil vale destacar o merchanzinho da GLOBO NEWS, já que as imagens mostradas são, como o filme faz questão de frisar, cortesia da rede brasileira. E falando sobre merchan, apesar de também ter virado gozação, a propaganda da Bentley que aparece mais no final do filme foi bem inserida.

Além disso, temos as várias piadinhas inapropriadas do filme. Brincadeiras que te fazem rir, mas te deixam com a dúvida de estar ou não vendo um filme sério. As piadas fora de hora ou nonsense meio que tiram você de todo aquele clima apocalíptico.

Com boas atuações (e um certo desperdício de excelentes atores), o elenco dá conta do recado. Destaque para o competente (e quase sempre em papéis irritantes) Oliver Platt, para não o muito conhecido Chiwetal Ejiofor e para a ponta do excelente Woody Harrelson. Já os desperdiçados são Danny Glover e John Cusak. Embora cumpram o que se espera de seus personagens poderiam ser melhor aproveitados.

E acho que cabe aqui o comentário sobre Danny Glover na pele do presidente dos EUA. É interessante ver como o “espelho” da nação norte-americana é sempre tão magnânimo, altruísta, bondoso e portador de todas as qualidades que os estadunidenses querem querem que o mundo acredite que eles têm.

O roteiro tem certas falhas e, não raro, coisas que deveriam surpreender são tão previsíveis que não só perdem a graça, mas também viram piada. Tá, isso não vem ao caso. A trilha sonora é básica, usada para manter a tensão do filme e o faz de forma eficiente, mas não será lembrada por isso.

O filme é recheado de clichês, mas isso nunca foi sinônimo de má qualidade.. o que parece acontecer em 2012 é que restam apenas o senso comum e os clichês são ainda mais exagerados, fazendo com que a história acabe se perdendo um pouco. Apesar disso, é capaz de emocionar. Em especial nas despedidas entre as famílias.

A direção apocalíptica de Roland já é conhecida, e, pessoalmente, acho 2012 inferior a “O Dia Depois de Amanhã“. Mas a premissa é interessante… sem meteoros ou aliens, só uma previsão catastrófica maia que se torna real quando o Sol dá uma esquentadinha extra.

Como todo filme sobre o fim do mundo, o filme se baseia naquela antiga questão – piegas, mas verdadeira – “Se o mundo acabasse amanhã, com quem você gostaria de estar hoje?” ou “o que faria hoje?”. E, querendo ou não, passa a mensagem sobre o que realmente importa. No fim (nesse caso, literal) não é o dinheiro ou o  poder, ou qualquer outra coisa, mas as pessoas que você ama e como você é capaz de ir longe por elas.

Agora… quase 3 horas de filme é complicado. Mas se você estiver à toa, não quiser ouvir gritaria em Lua Nova e estiver disposto a engolir uma falhinha aqui e outra ali, vá. Assista. É o fim do mundo, mas ao final da sessão, você se sente bem.

 

“It’s the end of the world as we know it, and I feel fine.”

R.E.M

 

 

Publicado por: Lê Scalia

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13 comentários sobre “2012

  1. ahuahuaha excelente!
    Lê, acho que essa música combina com o filme! uahuahauhauahua incluindo, principalmente, o humor estranho do filme! tô imaginando aqui o clipe dessa música com cenas de 2012.. é combina mesmo! hahahaha

    1. c percebeu q tem uma hora q o presidente fala QUASE isso? shuaUHShuASHuAHUShuaHUShuaShuAHUS ele diz ‘the world as we know is about to end’ ou qq coisa assim hsaUHSuhAUHSAHUSuhAHUS

  2. eu viiii! uahuahauha acho que é “the world as we know it will soon come to an end”
    eu ia comentar uma coisa que eu tinha lembrado, mas já era, esqueci! uahuahuha
    lembrei tb daquele doidão! uahuahauhauha mas um que tira a concentração do fim do mundo! uahuahuahauha

  3. Luiza,

    obrigado pelo comentario no meu blog (eu amo cinema) no famigerado post sobre lua nova.

    Sobre 2012, eu tenho um opinião parecida. Os filmes do diretor são realçados de clichês, mas os efeitos especiais e as cenas de ação divertem. Se tivesse 40 minutos a menos, teria gostado mais, mas a duração torna o filme muito cansativo.

    Grande Abraços,
    Rauny

  4. hahahaha, verdaaaaaaaaaaaade
    berço da civilização hahaha

    meu, o charlie é bom vai… os doidos com o cartaz hahahaha

  5. o q acontece se todos os clichês de holywood juntarem em um filme?? é o fim do mundo! literalmente… como comprova 2012… haha…
    eu até ia escrever um post, mas fiquei para trás… e o filme tem tanto clichê, tanta cena manjada, tantos efeitos especiais… é um filme tão fraco q chega a divertir, já que não tem pretensão alguma de ser algo maior…

    e o Danny Glover falando parece uma mistura de Frajola e Patolino…

  6. haha, eu ia falar da áfrica também.
    e sim, tem humor muito inesperado as vezes. tipo a loirinha e seu dedo no meio (se bem que pela música, plano de camera e segundos focando um buraco vazio, a gente deduz um segundo antes isso, hahuehua).

  7. ow, e assim, tinha uma menina do nosso lado que parecia que tava assistindo uma super comédia sabe! uaauhauhauahuaha o cinema inteiro desconcentrava nas piadinhas. acho que perderam a noção mesmo… e sério…alguns efeitos especiais me desconcentraram tb! tem uns muito ruins né! AH! e a cena de desenho animado, a primeira vez que eles tão fugindo de carro? aparece uma rosquinha gigante passando na frente deles e tudo… MUITO desenho animado!

  8. Acho que concordo com o Dan hahahaha… é bem dessa, é tão sem noção que diverte.. e tem lá seus significados…
    Mas aquele dedo da loirinha – COMPLETAMENTE ESPERADO – achei bem tosco… prefiri as piadinhas do tipo “nossa, que avião enorme”… “É RUSSO” husaHUSHAUShuaHUSahUShuahus trash ao extremo, principalmente nesse contexto..

    mas acontece.

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