Distrito 9: com ETs, sem fim do mundo

distrito'9'imagem4As analogias são inúmeras. Mas uma é óbvia e nos revela um pouco da história do diretor Neill Blomkamp.

Blomkamp é sul-africano e cresceu no meio do Apartheid em seu país; estava lá quando 60 mil pessoas foram expulsas de suas casas, localizadas no Distrito 6, por causa da segregação. E ele, sozinho, escreveu o roteiro do filme mais comentado de 2009 entre a crítica: Distrito 9.

Os aliens finalmente chegam à Terra. Mas não é uma invasão. Eles são refugiados. Não pousaram sobre Washington, Chicago ou Nova Iorque – frase do filme – mas sobre Joanesburgo, na África do Sul.

Não saíram de sua nave. Ficaram lá por algum tempo. Até que a curiosidade (e preocupação também?) dos humanos fez abrir a nave à força. Os etzinhos eram milhões. Estavam no escuro, subnutridos, e os humanos os salvaram…

Saíram da nave e se instalarem bem embaixo dela, numa área que ficou conhecida como Distrito 9. Como toda grande população que é negligenciada, os aliens formaram logo uma favela. Bem típica. Foram 20 anos de convivência tolerância. Até que o governo sul-africano decide tirar toda aquela população dali, para longe da cidade. Tá, e daí vem a trama da história.

O que eu posso dizer? Tive a impressão de que se – ou quando – os E.T.s chegarem à Terra, vai ser exatamente como em Distrito 9. Digo, o modo como vamos tratá-los. Mas é claro que essa impressão é causada pelo fato de o filme ser em forma de documentário, com depoimentos incrivelmente genuínos. É muito real, não há apocalipse, guerra entre mundos ou qualquer coisa do gênero. O que há é um possível prognóstico de uma situação totalmente hipotética, mas ainda assim, possível.

Distrito 9, de apenas 30 milhões de dólares, conta com a grana de Peter Jackson, o que deu ao filme a campanha publicitária que ele precisava.

É provavelmente o melhor filme de E.T. já feito. E essa minha opinião é quase um eufemismo. Eu acho que realmente seja o melhor filme de E.T. já feito.

Veja também: Trailer – Behind The Brains: Neil Blomkamp e “Distrito 9”.

Publicado por Lu

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9 comentários sobre “Distrito 9: com ETs, sem fim do mundo

  1. eu tenho tanto e ao mesmo tempo tão pouco a dizer sobre esse filme hahahaha… vamos por partes, pelo que já conversamos… a mensagem é definitivamente mtooo legal, a razão pela qual vale ver o filme. A técnica vende mto bem a história de documentário.. principalmente com aqueles especialistas americanos e o clima de Discovery Channel.
    Muiiiito legal a relação com o apartheid…

    Só achei que demorou pra engrenar… e me deu certo sono e enjôo… mas até aí husaHUShuA nda a ver necessariamente com o filme.

    Achei tbm que o começo é conduzido de uma forma para que ‘entendamos’ o preconceito contras os etzinhos. Mas depois, como é normal já, a gente se compadece… e quer um etzinho q nem aquele et-baby de companhia haha. Uma vez mais a humanidade é mostrada como moralmente inferior (e acho que precisamos disso)..

    As cores do filme seguem em ‘tons pastéis’… meio marrom toda a narrativa, né?
    De qq forma, acho que é um bom filme. Diferente, de qq forma… e conseguiu mto com pouco né.. mostrando que um bom roteiro vale mais do que milhões em efeitos especiais.

    Mas, no fim das contas, não pretendo ver o filme de novo. Não tão cedo, pelo menos.

  2. Lets, eu desisto de falar contigo. Ponto. Olha você online domingo à noite e nemmmmmmmmmmmmmmmmmmm entrou no MSN… Tsc, tsc…
    Sem beijo hoje! Tô brava! HAUhUAhuHAA!

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