International Day of Climate Action

Eu também não sabia que hoje, 24 de outubro, era o Dia Internacional da Ação Climática. Essa data foi instituída por uma campanha chamada 350, cuja missão é inspirar o mundo a enfrentar o desafio da crise climática, criando um novo senso de urgência e de possibilidades no planeta. O nome da campanha se refere ao nível máximo, dada em partes por milhão (PPM), de CO2 na atmosfera tido como seguro pelos cientistas.

Em 2007, esse patamar era de 450 PPM, mas a situação é tão drástica que, com acontecimentos como o derretimento das calotas polares, esses mesmos cientistas deram o aval para a sua diminuição. Dentre estes intelectuais figuram alguns nomes de peso, como Rajendra Pachauri, principal cientista de clima das Nações Unidas, líder do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

Uma gigantesca movimentação for organizada pela 350 hoje. Ações coordenadas aconteceram ao redor do mundo, com a intenção de mandar uma mensagem aos líderes mundiais: as soluções para as alterações climáticas devem ser equitativas, fundamentadas na ciência e devendo cumprir a escala da crise.

Barulho eles fizeram! EUA, Nova Zelândia, China, Etiópia, Inglaterra, Filipinas, Micronésia, Austrália, Itália, Dinamarca (talvez a mais importante de todas), entre outros entraram nas ações. No Brasil, o Rio Grande do Sul participou da manifestação.

Cidade do Cabo, África do Sul
Cidade do Cabo - África do Sul
Ilhas Maldivas
Ilhas Maldivas
Rio Grande do Sul, Brasil
Rio Grande do Sul - Brasil
Vision Massif, Antártica
Vision Massif - Antártica
Austrália
Austrália
New Brighton, Austrália
New Brighton - Austrália

Nunca esse assunto esteve em tamanha evidência. O que é claro, já que no passado não havia uma preocupação com matas ciliares ou florestas. Mais longe, é fato conhecido que o forte do Brasil nunca foi a sustentabilidade, uma vez que explorávamos madeira (Pau Brasil), solo, minério sem qualquer tipo de cuidado.

Não se imaginava que estes recursos se acabariam. Ainda não se acabaram; mas muitos estão em níveis críticos. Depois de muitos estudos, metas assumidas, etc, vemos algum progresso. Algum, não muito. Essa exploração predatória nos gerou muitos prejuízos, dentre eles a contribuição para o aquecimento global.

Em poucas palavras, esse fato se dá pela alteração do, muito querido, efeito estufa. Gerando gases como o metano (que inclusive também vem da flatulência do gado… aliás, o Brasil tem um dos maiores rebanhos do mundo.) e o CO2 a atmosfera se carrega e acaba por prender mais luz solar do que deveria, aquecendo exacerbadamente o planeta.

A partir daí sabemos – através de noticiários, campanhas e estudos – as conseqüências. As quais incluem, logicamente, o aumento da temperatura do planeta, derretimento das calotas polares e mudança nas correntes marítimas.

Reuniões, assembleias e congressos são exaustivamente organizados, resultando em metas, rumos, ações urgentes. A próxima será em dezembro, em Copenhagen, Dinamarca (*). Porém, uma vez mais, os líderes chegarão de mãos abanando, já que não cumpriram quase nada das metas propostas, como as do Protocolo de Kyoto, e sairão cheios de promessas e metas pra Deus sabe quando.

Os governos mais poderosos que, teoricamente, poderiam ajudar mais, relutam em aceitar a própria redução dos gases de efeito estufa (GEE). E os que se propõem a mudar não se esforçam tanto. Também, com pessoas como um senhor – o deputado Luiz Carlos Heinze – que se baseia na Europa de 8 mil anos atrás (sem exagero) para justificar que não precisamos de matas, fica difícil.

Muita conversa, pouca ação.

E já que eles não tomam atitudes, tomemos nós. O problema não será solucionado desse jeito, mas pelo menos nossa consciência estará tranquila. Para tanto, soluções simples já nos dariam uma qualidade de vida muito melhor.

Classificação e separação do lixo (parece chato, mas fica muito interessante quando você vê dando resultado!), economia de energia (reduz emissão de CO2), economia de água (veja um jeito de economizar água aqui), revisão periódica dos veículos (se puder deixar de usá-los – mesmo que às vezes – melhor ainda). Esses são só alguns exemplos simples que você pode incorporar à sua rotina e fazer sua própria gestão ambiental.

O planeta agradece!

(*) É incrível como tudo acontece nesse mundo. Circula na internet um email de uma crueldade sem tamanho que acontece nesse país. Lá, pra mostrar que os rapazes passaram de jovens para adultos, ocorre uma matança de golfinhos. Na minha opinião, por permitir esse literal banho de sangue (quem viu as fotos, sabe do que falo), a Dinamarca não tem autoridade para tratar de qualquer assunto relacionado ao meio ambiente.

Vídeo do International Day of Climate Action

Vídeo da campanha 350

Publicado por: Felipe Scalia

Colaborador especial.

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15 comentários sobre “International Day of Climate Action

  1. Bom, antes de qq coisa eu queria agradecer meu ilustre irmão por ter colaborado com um pouco de cultura útil pro nosso blog… geralmente falamos de publicidade ou coisas menos nobres, como Chaves hahaha… por isso, é excelente ampliar os horizontes! E além disso, agradecemos a boa-vontade, maninho ;]!

  2. Agora sobre o post: bem, não deixa de ser uma ação publicitária hahaha, mas adorei tdo.. achei mtooo legal! Me irrito sempre que penso que os países desenvolvidos não cumprem Kyoto… e não vejo gde futuro na venda de créditos de carbono.. mas achei a ação o máximo! A melhor disparada é a de New Brighton… ‘there’s no planet B’ é mais do que genial, hahaha. Adoreiiiii!

    E eu vi o que fazem com os golfinhos na Dinamarca… a ignorância é algo que tira minhas palavras, não importa de que cultura seja.

    Enfim, só espero que essas ações da 350 fiquem cada vez mais populares e façam mais efeito. E como vc msm – sabiamente – disse, Felps, comecemos fazendo a nossa parte ;]

  3. Aliás, os vídeos são mto bons!!!
    Muito bem feitos… mas deveriam passar na TV, pra divulgar mais.. se bem q eu não sei se passa, hshuaSHuahus fora do Braisl né…

  4. Eu quem agradeço a oportunidade! foi uma experiência nova muito interessante! Gostei!

    Coincidentemente, acabou de passar uma matéria no Globo Rural falando de Créditos de Carbono (CC). Eu ainda tenho algumas restrições ao Crédito por imaginar ser algo que só quem polui muito compensaria fazer projetos de crédito.
    Mas não é bem assim, quem também não polui tanto e ainda deixa de poluir também pode gerar créditos. Por exemplo, uma vaca leiteira, se confinada, gera (cálculos à parte) cerca de 5 CC. Cada um pode ser vendido por R$ 35,00, uma vaquinha gera R$ 175,00 por ano. Se o produtor tem 100 vacas, terá R$ 17.500,00 ao final do ano. Poucos produtores de leite recebem essa grana…
    Mas o maior porém do crédito é o seguinte: eu vendo o meu “direito” de poluir?
    Meio estranho, não?
    Mas não deixa de ser um insentivo à proteção.

    PS.: Também achei o “Planet B” o melhor!

  5. Parabéns pelo post Felipe! Muito bom! E obrigada por participar do blog! 🙂

    Nossa, a campanha é muito legal mesmo, devia ter uma versão pra TV. O Planet B foi excelente, um trocadilho e tanto! hahahaha!

    Meu, e aquela história dos golfinhos da Dinamarca… riiidiiiculooo! hahahahaha
    muito feudal, acho que eles poderiam pensar em outra maneira de fazer esse ritual de passagem riiidiiiculoo. como esperar que essas pessoas tenham alguma consciência ambiental? difícil né… :/

    Enfim, parabéns de novo, volte sempre!

    1. Muito obrigado, Lu!

      Pelo convite e pelos parabéns! Esse assunto é tão extenso que ainda daria muitooos outros posts!

      Grande abraço!

  6. Ae, Felipe!!! Eu também queriaagradecer a sua participação, em nome do Biscoitos! Muito bom o post. Muito!
    Já volto pra comentar ahahahah

  7. “E já que eles não tomam atitudes, tomemos nós.”. Meu, quase aplaudi de pé.
    ahahaha
    Eu não vi as fotos da Dinamarca!

  8. E aí Felipão! Tirando uma lasquinha dos biscoitos sortidos, heim! Gostei muito do seu post. Já vi que aprendeu a lição de casa e da faculdade tbm!…Melhor, aprendeu a lição do cidadão consciente e ser humano amante da natureza e do planeta que nos foi concedido como morada. Até quando, não sabemos, né? Isso, está dependendo de nossas escolhas, como vc mesmo disse. Parece chato e moralista falar de meio ambiente, mas sabemos que, pra quem ama a vida, isso não só é importante, mas também, essencial. Façamos nós o que pudermos e juntos, seremos mais fortes!
    Bjo, bjo, bjo!!!!

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