“Era uma vez…”

…na França ocupada pelos Nazistas.”

Assim começa o novo filme de Quentin Tarantino. E isso resume muito bem o filme. Apesar de se inspirar em uma época histórica e muito bem documentada, Tarantino converteu a Segunda Guerra Mundial em um mundo seu. Um mundo cru, sangrento, cheio de escalpos, mas borbulhante em diálogos ótimos, cenas marcantes e personagens, bom… digamos que personagens com sua inconfundível assinatura.

O filme se divide em capítulos e conta três histórias separadas. Primeiramente temos Hans Landa, o “Caçador de Judeus”, interpretado pelo desconhecido Christoph Waltz.

Aqui abro um parênteses. A escolha de Waltz prova como Tarantino tem um dom para dirigir e resgatar atores. Cães de Aluguel apresenta atuações ótimas de atores sólidos, mas que não são tão conhecidos. Pulp Fiction resgatou a carreira de John Travolta e deu um rumo melhor para as carreiras de Bruce Willis e Samuel L. Jackson. Kill Bill trouxe David Carradine às grandes telas novamente. Bastardos nos apresenta Waltz, em uma atuação incrível.

O primeiro capítulo em si resume a grandeza do filme. A batalha psicológica, as armas utilizadas pelos adversários, sejam elas armas de fogo, ou a própria manipulação, apresentam um jogo de xadrez que irá se desenrolar durante o filme.

Depois desta primeira cena entram os Bastardos, liderados por Brad Pitt, com um sotaque ótimo. Sua atuação é ofuscada pela de Waltz, mas Pitt desempenha bem seu papel como o líder dos Bastardos Inglórios, um grupo de soldados judeus que desembarca na França para espalhar terror entre os soldados nazistas. E para isso eles são cruéis. Tarantino’s way.

Entre os Bastardos está Eli Roth, amigo de Tarantino e diretor de filmes de terror. Ele é uma das baixas do filme. Sua atuação é muito forçada, fazendo do Urso Judeu um urso meio fajuto. Outro Bastardo é B.J. Novak, que faz The Office na versão americana. Foi legal ver ele em outro lugar.

Aos bastardos juntamos a bela Diane Krüger, em um clássico papel de agente dupla que se utiliza de sua beleza e fama para passar despercebida.

E, batalhando em seu combate pessoal, temos Shoshana Dreyfus, uma judia que busca vingança do seu jeito. Mélanie Laurent, que interpreta Shoshana, faz um bom trabalho, conferindo a profundidade necessária a sua personagem.

Tarantino mostra que amadureceu muito com este filme. Seus diálogos estão mais elaborados, suas sequências estão melhor trabalhadas, o roteiro é mais conciso. Mas é clara a ode que Tarantino faz ao próprio cinema. Da trilha sonora inicial de Ennio Morricone às referências ao filme Os Doze Condenados, até a presença marcante no filme de um cinema, Tarantino faz questão de basear seu filme no próprio cinema, dando liberdade a um mundo seu, onde tudo pode ser como ele quer.

Bastardos demonstra como Tarantino evoluiu. Apresenta um diretor sólido e um roteirista esperto, que sabe se aproveitar de referências e produzir algo novo. E Bastardos Inglórios ainda conta com uma base forte, seus atores, e principalmente Waltz, que, em cada cena que aparece, dá novo ânimo ao filme.

Ah, pra quem viu o filme: cada referência ao cinema alemão é real, inclusive o diretor alemão tão citado, Pabst.

E as cenas cômicas também “matam a pau”(o Urso Judeu também, mas de uma maneira mais literal). O cachimbo de Landa e Aldo Raine falando italiano são impagáveis.

Ah, e mais uma coisa. Waltz ganhou, muito merecidamente, o prêmio de melhor ator em Cannes neste ano.

Pra terminar alguns posters, que também ficaram ótimos.

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7 comentários sobre ““Era uma vez…”

  1. muito bom!! seu post e o filme! hahahahaha
    aliás, que prazer vê-lo por aqui né Dan!

    a técnica do filme realmente é impecável. À lá Tarantino, é claro, mas perfeita.

  2. Eu tinha planos de não comentar tão cedo hahaha, mas eu não resisto. Bom, vamos por partes (isso me lembra algm hahaha), como já conversado com a Lú anteriormente, tecnicamente impecável. Trilha excelente, técnica legal… tdo em cima. Só achei o filme longo… bom, até que passa bem. O vilão é mesmo perfeito, mas não tira o brilho do Brad. Nas horas em q ele tá fazendo as suásticas é mto bom hahaha… e aquele sotaque, ó… excelente!
    Não achei o Eli Roth mal… mas ele dá um bom italiano.
    Gostei mtooooooo da Shoshana Dreyfus (Melanie). Achei que ficou ótima no papel e tem cenas muito boas. Na verdade, ela carrega a parte emocional do filme… pelo que aconteceu com a família e talz. A cena dela correndo e chorando ensanguentada é ótima.

    Que mais..? Não lembro… enfim, gostei bastante. Seu post ficou ótimo, Dan.. vc pode postar com maior frequência hahaha.

    E eu passava sem algumas cena ‘a la tarantino’ hahaha… mas eu vejo True Blood… husaUHShua sobrevivo.

  3. Longo, Lets? Eu achei foi pouco, ahuAHuHAuhUAha, eu adorei o filme do início ao fim, muito bom mesmo! Típico de Tarantino, musiquinhas, capítulos, violência explícita e gratuita, ahUAHuHAuhA! Ótimo! E a melhor parte foi o italiano macarrônico do Brad Pitt, ahUAHuHAUhAUhA, “Arrivederci”!
    Bacio!

  4. huasHUSuhASHUAHUSHU fia, c tinha que dar umas aulinhas particulares de italiano pro brad, né? hahahahaha

    e sim, é longo hahahaha… qse 3 horas hsaHUShua tempo bom, hein!

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