Gamer

Let the games begin

Gamer, nos cinemas
Gamer, nos cinemas

Imagine uma mistura de The Sims, fetiches, coisas bizarras, um futuro em que a tecnologia nos faz de escravos e acrescente uma pitadinha de sadismo: tem-se Gamer.

Considerando todo o futurismo, as mulheres, a violência, e alguns outros aspectos, não podemos deixar de fora um quê de Laranja Mecânica. E, por que não, um toque de Kubrick? Afinal, o que dizer da ironia de uma luta ao maior estilo “todo mundo” x um, ao som de Sinatra, I’ve got you under my skin?

O filme é bem acelerado… e, na maioria do tempo, falta história e sobra sangue. No entanto, a premissa é interessante. E poderia ser melhor aproveitada. Aliás, o que também foi desperdiçado foi o talento de Gerard Butler e de Michael C. Hall. Os primeiros 10 minutos do curto filme de pouco mais de 1h e meia são alucinantes. A câmera não pára, e então temos sequências absurdas, uma correria sem fim, explosões por todos os lados e os enquadramentos seguem no mesmo ritmo.

Além disso, acho que a dupla de direção (e roteiro), Mark Neveldine e Brian Taylor, resolveu fazer alguns “experimentos”. Sério… mais de uma vez a câmera chega a girar 360°. Quando a história começou de fato, eu ainda estava tonta. Mas, como comentou uma amiga, é bem “video-game”. São planos que remetem diretamente ao formato dos jogos mais modernos. O que pode explicar porque eu fiquei confusa. Só sei jogar Mário.

Ainda sobre os diretores, enquanto escrevia aqui minhas impressões, lembrei de filmes como “Adrenalina” (Crank)… e não é que foram eles que fizeram essa obra-prima? Ok, não falo nada sobre esse. Eu assisti uma cena e foi o suficiente pra me deixar extremamente irritada e desligar a TV. E fizeram também “Autópsia de um Crime” (Pathology) – com o Peter Petrelli, de Heroes, ou o Milo Ventimiglia, como quiser… – que até tem um ponto de partida interessante, mas meio que se perde… e lembra um pouco os outros filmes deles, parece que falta algo.

Falando rapidamente sobre o enredo, é o seguinte: em um futuro próximo, uma espécie de “chip de controle” foi inventada. As novas células, de controle, substituem as normais e a pessoa passa a ser controlada pelo jogador. Existem dois jogos, um chamado “Society” e um chamado “Slayers”. “Society”, mais ao estilo The Sims pervertido, é um jogo em que as pessoas controlam o comportamento de outras. É um vídeo-game, mas com pessoas reais sendo controladas. Já “Slayers” é a versão mais radical, mais mortal eu diria, de “Society”. Presos condenados à morte são postos em combate – combate sangrento, claro – e quem sobreviver a 30 sessões, é liberado.

O filme se foca, então, em Kable (Butler), um desses condenados. Faltando apenas 4 sessões para conseguir ser liberado – enquanto ninguém chega à décima –, Kable é o preso mais próximo de vencer o “Slayers”, fato que o torna praticamente um heroi mundial.

Ok, pode parecer confuso, e até é. Mas vendo é mais fácil de se compreender. O problema é que tudo isso é deixado de lado para que a ação tome controle. Na verdade, toda a história é deixada de lado e é bem claro que o foco é a ação. Aliás, ação bem pra garotos. Como diria a Lú, “filme de moleque”, hahaha. Tinha, sim, potencial para ser um filme interessante… mas acho que acaba se perdendo no meio de toda a correria e testosterona em que o filme entra.

A segunda parte do longa até é melhor, mas nada que mereça muito destaque. Continuou achando que é muito tiro e muito sangue e pouco aproveitamento de atuações de bons atores. Como toda narrativa clássica, ela nos dá motivos para simpatizar com os herois, mesmo que, à primeira vista, essa simpatia não parecesse merecida. Vale destaque também para o jovem, Logan Lerman , que interpreta Simon, o controlador de Kable.

Filme jogado. Jogo filmado. Bom, no final das contas, se não fosse com Gerard Butler e Michael C. Hall eu provavelmente não iria. E não acho que faria muita falta. Mas se você gosta de sangue, explosões, muita correria, lutas – bem feitas – e um protagonista “foda”, sinta-se convidado.

 

Publicado porLê Scalia

Anúncios

5 comentários sobre “Gamer

  1. susse, ti haha.. o meu tbm estava programado 😛

    se tem spoilers? bom… acaba tendo. Nada muito gritante, mas acaba tendo sim.

  2. meu comentário único é: “filme de muleke”

    uahuahauhua

    assim, eu acho que, pro propósito do filme, ele é bem bom.. ação, video game, ação, pá… só realmente não precisava de atores bons uhaauhauhau mas isso foi pra ter bilheteria né…

    sei lá, é bizarro, mas tá no seu direito uhaUHAuhaU

  3. hUAShuAHUShua sim, bizarro mas serve seu propósito… ainda acho q seja melhor q adrenalina.. sei lá. Bizarro.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s