A Televisão é mais.

O crescimento do investimento publicitário em Televisão não é novidade. Por menor que ele nos possa parecer em valores percentuais – de 2008 para 2009 foi de 8,45%, segundo dados do Projeto Inter-meios -, é uma tendência que acompanha este veículo desde a sua implementação no Brasil, em 1950. Nesta data, havia uns poucos aparelhos, restritos às classes média e alta. Contudo, dentro de poucas décadas, os aparelhos começaram a ser produzidos em um escala maior, o que permitiu, conseqüentemente, maior acessibilidade por parte de todas as fatias da população. O resultado desse crescimento ao longo dos anos é apresentado pelo IBGE: hoje, 93,5% dos domicílios têm pelo menos um aparelho de televisão, o que permitiu a promoção da televisão à meio de comunicação de massa e à principal fonte cultural do brasileiro, que dedica em média 4 horas por dia a ela.

Essa dedicação à televisão se dá, principalmente, porque ela é vista como uma fonte primeiramente de entretenimento. Então, quando as pessoas se colocam à frente da TV, elas buscam descanso, relaxamento, uma pausa, uma distração para parar de pensar no que quer que seja. Elas se permitem à exposição a tudo que é transmitido.
Pois bem. Uma mídia que alcança praticamente – e este advérbio está com tempo contado – toda a população, que é tido como a principal fonte de lazer diário dela, que permite o apelo da dramatização, da música, da imagem, enfim, – poderíamos escrever um texto inteiro só a respeito dos “atrativos televisivos”- não deveria mesmo ser o veículo preferido dos anunciantes?

Há quem diga que a melhor publicidade é aquela feita em um ambiente de entretenimento. Mas é mais do que isso. Não só pela qualidade da mensagem que é enviada, mas pela qualidade com que a mensagem é recebida. Mais do que os trinta segundos no break mais caro. Mais do que as inserções dos produtos nos programas. É o desarme em que o telespectador se encontra no momento em que recebe os incentivos de compra que torna essa mensagem tão eficiente.

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7 comentários sobre “A Televisão é mais.

  1. Escrevi esse texto pra matéria de Tv e cinema da Panke. Espero que ela goste, é meio dificil enxer um texto com números como R$ 971.708.748,20, que foi o faturamento total da tv aberta segundo os dados de Abril/2009 do projeto inter-meios. Eu já mandei pra ela, mas me digam o q vcs acham… ah, ela queria curtinho.
    Beijo beijo

  2. tá ótimo, Gabi!

    eu tava pensando aqui outro dia uma coisa que já é bastante discutida tb.. cada vez mais, e agora mais ainda com a TV digital chegando por aí, o conteúdo publicitário deve ser cada vez mais entretenimento né… e eu acho que os filmes publicitários vão ser verdadeiros curtas, muitos já são, eu sei, e são os que mais fazem sucesso. juntam ficção e entretenimento.

  3. ah, essa do entreterimento eu já tinha sacado tbm, mas eu vi em no livro “publicidade + entreterimento”, do Scott Donatton. Ele diz que as duas coisas tem q se unir pra sobreviverem ahahahahaha Como ele usou essa palavra, eu queria mtoo ler o livro, pq nao entendo como o entreterimento, e a publicidade tbm, correm o risco de acaber. huhauhua qndo eu ler eu faço uma resenha e coloco aqui!
    Luuu, mto obrigada por ler!!! =*)

  4. ah, eu não entendo como o entretenimento pode acabar! auhauhauahau ao contrário, acho que as pessoas têm buscado coisas que venham com entretenimento junto..

    magina né… der! até parece q eu não ia ler! uauhauahauha :PP

  5. eu acho q o futuro da publicidade resid no merchan editorial uhsAHUSuhaShuaHUShau… bom, tbm. Enfim, ficou bem legal o texto gabi :]

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