Transformers: A vingança dos Derrotados

Transformers: A vingança dos Derrotados (Transformers: Revenge of the Fallen)

 

Começo dizendo que o título é adequado. Bem adequado. Em inglês então, é sensacional! Para quem assistiu ao Transformers original, não existem grandes surpresas. Apesar disso, o filme não deixa de ser cativante. A mesma ação alucinada está presente na sequência dos adoráveis robôs-aliens. E, pra satisfação geral, as piadinhas também estão lá. Talvez até com mais freqüência. E, claro, a paixão por efeitos de Michael Bay e suas técnicas de filmagem características também estão lá. E já que falamos de paixões presentes, não posso deixar de dizer que a obsessão de Spielberg por ETs também marca presença. E, de um modo singular: simpaticamente. São ETs simpáticos! Bem… uma parte deles.

Desde o primeiro filme, tenho a impressão de que aqueles robozinhos engraçados e ágeis são superiores aos humanos não só na tecnologia, mas nos sentimentos. Tudo bem, pode parecer bobagem dizer isso, mas se pararmos pra pensar, os valores mais elevados partem dos Autobots. Claro que Sam Witwicky (Shia LaBeouf) e o Capitão Lennox (Josh Duhamel) são exemplos maravilhosos de heroísmo e coragem, mas a dedicação altruísta de personagens como Optimus Prime e Bumblebee são os elementos mais cativantes dos filmes de M. Bay.

E reforço esse pensamento. Apesar de ser um filme que agrada o universo masculino (carros, acrobacias, lutas e mulher), consigo vislumbrar um aspecto que faz com que mulheres também possam simpatizar com o filme. Acho que mesmo com todos os efeitos especiais – excepcionais, diga-se de passagem –, o comportamento heróico dos robôs, tentando salvar uma raça que muitas vezes parece indigna de tanto esforço até para nós mesmos, é incrível. Pode parecer piegas e talvez o seja, mas acho que a “humanização” dos carros que se transformam em combatentes é o mais atrativo da trama. Eles me parecem mais humanos do que a própria humanidade retratada no filme.

Além disso, existe um humor que em meio a tantas explosões dá certa leveza à situação. Aliás, haja explosões. Em determinado momento tudo parece mais um show pirotécnico do que qualquer outra coisa. Mas um show pirotécnico muito bem realizado. Um ritmo alucinante deixa tudo à beira do caos. Um caos completamente organizado. Confesso que às vezes me perco no meio de tanto metal e luta e já não sei quem está se saindo melhor, se os Autobots ou os Decepticons… geralmente descubro porque o do bem é o coloridinho (ohn!). No entanto, apesar de nessa continuação quase nada ser novidade, é tudo feito com maestria e mantém o bom nível.

Bem, é um típico filme com o intuito básico de divertir. São 2 horas e meia de carros acrobáticos (que chegaram a me lembrar o saudoso Megazord [Go, go Power Rangers!]), perdidos em meio a uma poeira sem fim; de tiradas extremamente bem colocadas; de boas atuações (destaque para os divertidos pais de Sam, Julie White e, em especial, Kevin Dunn); de sacrifício em busca de um bem maior; e da velha luta bem x mal. E se, em algum momento desde que se sentou na poltrona, você pensou: “Que ridículo, nada a ver esses carros-robôs”, se levante e não perca seu tempo. Não é pra você. Simples assim, cada um tem um gosto. Já eu, adoro.

Por fim, pra quem quer diversão, vale tanto o tempo, quanto o ingresso. Mas devo admitir que o momento mais emocionante, foi o apagar das luzes e o início do trailer final de Harry. Arrepiou.

 

Publicado porLê Scalia

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2 comentários sobre “Transformers: A vingança dos Derrotados

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